For Brazilian (agri)business, the change of government following the election of Jair Bolsonaro is viewed with optimism. In 2019, Rabobank expects local demand to rise on the back of improving economic growth, although freight and trade issues pose risks.

Brazilian politics experienced a profound shake-up following the election of Jair Bolsonaro, who took over as president on 1 January 2019. This development is viewed with optimism by Brazilian business, which is rooted in the fact that the new president’s economics team has sent the right signals about fiscal reforms. The markets appear to have given the new government the benefit of the doubt, but they will want to see real progress in reforms in the first six to 12 months of the new presidency. This represents the pivotal challenge for the new government in 2019.

Assuming that significant progress on reform is indeed achieved, the outlook is positive. Inflation should remain below the Central Bank’s target, while Rabobank projects GDP growth of 2.2% in 2019, vs. an estimated 1.3% for 2018. Under these circumstances, the benchmark SELIC interest rate would remain stable, at its lowest-ever level of 6.5%.

Taking key internal and external factors into account – i.e. the execution risk associated with fiscal reform, plus uncertainty regarding US interest rates and global trade – Rabobank projects the exchange rate at USD/BRL 3.70 for the end of 2019.

“The gradual recovery of Brazil’s economy in 2019 is expected to boost local demand across a range of key agribusiness sectors, including corn, cotton, beef, poultry, and dairy,” according to Andy Duff, Head of RaboResearch F&A – South America. ”Meanwhile, for soybeans, sugar, and poultry, among others, trade-related issues will be decisive for the local sector’s performance.”

Although the decline in international oil prices at the end of 2018 has helped to bring local fuel prices down, the former government’s hasty compromise with the trucking sector following last year’s strikes has yet to turn into a clear long-term agreement, with consensus on all sides and a solid legal basis. “The uncertainty regarding road freight rates contributes to an ongoing general risk for Brazilian agribusiness in 2019,” continues Mr. Duff. “Given this continuing uncertainty, the threat of another round of freight disruption in 2019 cannot be ruled out.”

Source: Rabobank

Perspectiva do Agronegócio no Brasil em 2019: demanda local deve crescer com melhora do crescimento econômico

Para os negócios brasileiros (agroindustriais), a mudança de governo após a eleição de Jair Bolsonaro é vista com otimismo. Em 2019, o Rabobank espera que a demanda local aumente com o aumento do crescimento econômico, embora as questões de frete e comércio apresentem riscos.

A política brasileira sofreu uma profunda reviravolta após a eleição de Jair Bolsonaro, que assumiu a presidência em 1º de janeiro de 2019. Esse desenvolvimento é visto com otimismo pelos empresários brasileiros, devido a propostas enviadas pela equipe de economia do novo presidente, com sinais concretos sobre reformas fiscais. Os mercados parecem ter dado ao novo governo o benefício da dúvida, mas eles vão querer ver um progresso real nas reformas nos primeiros seis a 12 meses da nova presidência. Isso representa um desafio crucial para o novo governo em 2019.

Assumindo que um progresso significativo através da reforma seja de fato alcançado, as perspectivas são positivas. A inflação deve permanecer abaixo da meta do Banco Central, enquanto o Rabobank projeta crescimento do PIB de 2,2% em 2019, contra estimativa de 1,3% para 2018. Nestas circunstâncias, a taxa básica de juros SELIC permaneceria estável, em seu nível mais baixo, em 6,5%.

Levando em conta os fatores internos e externos – ou seja, o risco de execução associado à reforma fiscal, mais incerteza em relação às taxas de juros dos EUA e comércio global – o Rabobank projeta a taxa de câmbio em USD/BRL 3,70 para o final de 2019.

“A recuperação gradual da economia do Brasil em 2019 deverá impulsionar a demanda local em vários setores importantes do agronegócio, incluindo milho, algodão, carne bovina, aves e laticínios”, disse Andy Duff, diretor da RaboResearch F&A – América do Sul. “Enquanto isso, para soja, açúcar e aves, entre outros, questões relacionadas ao comércio serão decisivas para o desempenho do setor local”.

Embora o declínio nos preços internacionais do petróleo no final de 2018 tenha ajudado a baixar os preços locais do combustível, o compromisso do antigo governo com o setor de caminhões após as greves do ano passado ainda não se tornou um acordo de longo prazo, com consenso em todos lados e uma base jurídica sólida. “A incerteza em relação às taxas de frete rodoviário contribui para um risco geral contínuo para o agronegócio brasileiro em 2019”, continua o Sr. Duff. “Dada esta incerteza contínua, a ameaça de outra rodada de ruptura de frete em 2019 não pode ser descartada.”

Fonte: Rabobank