Tiago Furtado, Hugo Gallianza, Joyce Dias, Luis Fernando Machado and Dutch Ambassador Kees Van Rij during Bradutch event Startups Brazil, in Brasilia.

Last month, alumni from Erasmus University Rotterdam, Centre for Maritime Economics and Logistics interviewed Dutch Ambassador to Brazil Kees van Rij. They particularly asked him to expound his views on Dutch investments in the Brazilian Ports and Logistics sector.

This short interview first appeared in their alumni newsletter (Issue 8, 2018).

Could you briefly describe your career?

I am the Dutch ambassador in Brazil since August 2018. Before this I served as Dutch ambassador in Turkey, Spain and Greece. Previously I worked as a diplomat in Brussels and The Hague, as well as Peru and South Korea. Between 1994 and 1997 I served as private secretary of Her Majesty the Queen and HRH Prince Claus of the Netherlands.”

The Netherlands is one of the main partners of Brazil in several areas, including international trade and education. Recently PoR became shareholder at Port of Pecém, Ceará State. How do you see the Brazilian Ports and Logistics Sector?

I see a lot of potential in the logistics sector. Presently many Dutch companies are already active in Brazil. Not only is PoR shareholder at the Port of Pecém, but it will also construct a new port in Espirito Santo: the Porto Central. KLM sees a growing market and inaugurated in May of this year a direct flight from Amsterdam-Fortaleza. Companies such as VOPAK, van Oord and Damen Shipyards are expending their business in Brazil. In addition, the new government indicated that more ports, terminals, airports, railways and highways will be privatized the coming years. This will offer many business opportunities for companies from the Netherlands.

The Netherlands is an essential business partner for Brazil. In 2017, the Netherlands was the fourth most important export destination for Brazil with €4,061 bln and the import was €2,480 bln. Brazil was also the fifth destination for Dutch FDI: €76,014 mln in 2016. Since 2015 Brazil passed its worst economic crisis and this had its effect on the interests of Dutch companies doing business in Brazil. Some Dutch companies active in Brazil were affected and even had to reduce their activities or production. But the Brazilian economy has been recovering, as the economic growth is expected to be 1.4% this year. In 2019, the forecasted GDP shows a projected growth of 2.5%. I see many business opportunities for Dutch companies during the coming years, especially in the sectors agribusiness, (renewable) energy, High Tech Systems and Materials (HTSM) and Lifescience and Health (LSH). Our diplomatic economic network is well prepared to support those companies that wish to explore opportunities in the growing Brazilian market.

Considering your career success and that this interview will be shared with Erasmus University’s MEL Alumni, do you have any message and/or recommendation to share with the new generation?

My most important recommendation is to invest in your skills, in particular foreign languages. Never cease to be curious and be ready to explore new horizons.

Source: Kingdom of the Netherlands

Entrevista com o Sr. Kees van Rij, Embaixador dos Países Baixos no Brasil

No mês passado, alunos do Centro de Economia Marítima e Logística da Universidade Erasmus de Roterdã entrevistaram o embaixador holandês no Brasil, Kees van Rij. Eles pediram que ele expusesse seu ponto de vista sobre investimentos holandeses no setor brasileiro de Portos e Logística.

Esta entrevista foi publicada pela primeira vez no jornal estudantil da instituição (edição 8, 2018).

Você poderia descrever brevemente sua carreira?

Sou o embaixador holandês no Brasil desde agosto de 2018. Antes disso, servi como embaixador holandês na Turquia, Espanha e Grécia. Anteriormente, trabalhei como diplomata em Bruxelas e em Haia, bem como no Peru e na Coréia do Sul. Entre 1994 e 1997, servi como secretário particular de Sua Majestade a Rainha e Sua Alteza Príncipe Claus dos Países Baixos.

A Holanda é um dos principais parceiros do Brasil em diversas áreas, incluindo comércio internacional e educação. Recentemente, o Porto de Roterdã tornou-se acionista no Porto de Pecém, no Estado do Ceará. Como você vê o setor brasileiro de portos e logística?

Eu vejo muito potencial no setor de logística. Atualmente, muitas empresas holandesas já estão ativas no Brasil. O Porto de Roterdã não só é acionista no Porto de Pecém, mas também construirá um novo porto no Espírito Santo: o Porto Central. A KLM vê um mercado em crescimento e inaugurou em maio deste ano um vôo direto de Amsterdã-Fortaleza. Empresas como VOPAK, van Oord e Damen Shipyards estão expandindo seus negócios no Brasil. Além disso, o novo governo indicou que mais portos, terminais, aeroportos, ferrovias e rodovias serão privatizados nos próximos anos. Isso oferecerá muitas oportunidades de negócios para empresas da Holanda.

A Holanda é um parceiro comercial essencial para o Brasil. Em 2017, a Holanda foi o quarto destino de exportação mais importante para o Brasil, com 4.061 bilhões de euros e a importação foi de 2.480 bilhões de euros. O Brasil também foi o quinto destino do IDE holandês: € 76.014 milhões em 2016. Desde 2015, o Brasil passou sua pior crise econômica e isso teve seu efeito sobre o interesse das empresas holandesas que fazem negócios no Brasil. Algumas empresas holandesas ativas no Brasil foram afetadas e tiveram que reduzir suas atividades ou produção. Mas a economia brasileira vem se recuperando, já que o crescimento econômico deverá ser de 1,4% neste ano. Em 2019, o PIB previsto mostra um crescimento projetado de 2,5%. Vejo muitas oportunidades de negócios para empresas holandesas nos próximos anos, especialmente nos setores agronegócio, energia (renovável), Sistemas e Materiais de Alta Tecnologia e Saúde e Ciências da Vida. Nossa rede econômica diplomática está bem preparada para apoiar as empresas que desejam explorar oportunidades no crescente mercado brasileiro.

Considerando o sucesso da sua carreira e que esta entrevista será partilhada com o MEL Alumni da Erasmus University, tem alguma mensagem e/ou recomendação para compartilhar com a nova geração?

Minha recomendação mais importante é investir em suas habilidades, em particular línguas estrangeiras. Nunca deixe de ser curioso e esteja pronto para explorar novos horizontes.

Fonte: Reino dos Países Baixos