Dutch women's rights movement group "Dolla Mina". The Netherlands, 1970.

Shouldn’t women be in charge of their own lives? Back in the 1960’s feminist movements challenged the status quo. In China, activist Jiang Bingzhi started questioning the gender balance in marriage. Meanwhile, the feminist movement Mad Mina (Dolle Mina) was founded in the Netherlands. Through playful protests they challenged the traditional gender-divide, demanding equal wages, legal abortion and an equal societal status. From burning corsets to sharing flyers with brides to warn them for their soon-to-be roles, the movement soon raised awareness.

The name of the Dolle Mina movement is based on Wilhelmina Drucker (1847-1925). After her father, who never acknowledged her, passes away she was not entitled to any inheritance. She fights the court ruling through many publications and in the end receives half the inheritance. She uses it to fund the Vrije Vrouwenvereeniging (Free Women’s Union), standing up for single mothers and striving for freely available anticonception measures.

Positions in society

Back in 1878, Aletta Jacobs was the first woman to graduate from a Dutch University, with which she became the first female doctor of the country. Aletta focused on women’s and children’s health, also introducing birth control. In the early 20th century, she also starts campaigning for women’s suffrage. After becoming the chairman of the women’s suffrage committee she played a large role in finally achieving women’s suffrage in 1919. This year is actually the 100 year anniversary of women’s suffrage in the Netherlands!

When the Dutch Civil Code was introduced in 1838, it included that women were incapable of working as soon as they got married. After a special decree in 1925, women younger than 45 were often fired instantly after getting married to become a fulltime housewife and mother. However, after the second world war, the situation changed. Corry Tenderloo (1897-1956) was a fierce protestor against this section of the civil code. As an unmarried member of parliament she submitted a motion in 1955 to reverse the special decree, which was passed with the smallest possible majority. In 1956 the Cabinet also changed the Civic Code, so that also married women were seen as capable of working. This same topic was addressed in China by feminist Qiu Jin (1875-1907), who was a strong advocate of freedom of education and equal positions for men and women in society.

Women in science

In 1917, Johanna Westerdijk became the Netherlands’ first female professor, specialized in phytopathology. Around the same time, in 1920, also in China the first female professor was appointed: Chen Hengzhe, who specialized in Western History.

For Johanna, it seemed natural that also in science there should be more gender equality. Though she was not an active feminist, she meant a great deal for the role of women in science. Under her management of Central Bureau of Fungal Cultures, she supervised over 55 PhD students, of which about half were women.

Gender balance in the government

Back in 1956, Marga Klompé became the first female minister in the Dutch government. After the second world war Marga becomes the first UN Female Representative and enters the Parliament where she acts as a spokesperson for foreign affairs for her party. She becomes minister of Social Work and later minister of Culture. She passed the Dutch Welfare Law which focuses on social security.

Since then of course there have been many more female ministers who have followed in Marga’s footsteps such as Jeanine Hennis-Plasschaert (1973-…) who is now a Special Envoy for the Secretary General of the United Nations or Lilianne Ploumen (1962-…) who stood at the cradle of #SheDecides. A Chinese counterpart has been Wu Yi (1938-…) who became Minister of Health during China’s SARS outbreak and successfully managed it.

In the World Economic Forum’s ranking on gender equality, the Netherlands currently holds a 27th(/149) place worldwide. As such the Netherlands’ government is rolling out initiatives to further improve gender equality. Examples are of course introducing a target of a 30% female board for listed companies. But there are also initiatives in education, such as the Westerdijk (named after Johanna Westerdijk) Talent impulse which aims to create more opportunities for women in science. Besides this, there are also subsidies and policies, such as kindergarten funding, which aim to decrease the economic gender gap.

In the end, overcoming the gender gap is all about thinking equal, building smart and innovating for change.

Source: Kingdom of the Netherlands

Pense igualitariamente, desenvolva de forma inteligente e inove para a mudança

As mulheres não devem ser responsáveis por suas próprias vidas? Nos anos 60, os movimentos feministas desafiaram o status quo. Na China, a ativista Jiang Bingzhi começou a questionar o equilíbrio de gêneros no casamento. Enquanto isso, o movimento feminista Mad Mina (Dolle Mina) foi fundado na Holanda. Através de protestos lúdicos elas desafiaram a tradicional divisão de gênero, exigindo salários iguais, aborto legal e um status social igual. Desde a queima de espartilhos até o compartilhamento de panfletos à noivas para alertá-las sobre seus futuros papéis, o movimento logo chamou atenção à causa.

O nome do movimento Dolle Mina é baseado em Wilhelmina Drucker (1847-1925). Após seu pai, que nunca a reconheceu, falecer, ela não tinha direito a nenhuma herança. Ela lutou contra a decisão do tribunal através de muitas publicações e acabou por receber metade da herança. Ela então utilizou o dinheiro para financiar a Vrije Vrouwenvereeniging (União de Mulheres Livres), defendendo mães solteiras e lutando por medidas anticoncepcionais livremente disponíveis.

Posições na sociedade

Em 1878, Aletta Jacobs foi a primeira mulher a se formar em uma universidade holandesa, e se tornou a primeira médica do país. Aletta se concentrou na saúde de mulheres e crianças, também introduzindo o controle de natalidade. No início do século 20, ela também começa a fazer campanha pelo sufrágio feminino. Depois de se tornar presidente do comitê de mulheres para o sufrágio, ela desempenhou um papel importante na conquista do sufrágio feminino em 1919. Este ano é na verdade o aniversário de 100 anos do sufrágio feminino na Holanda!

Quando o Código Civil holandês foi introduzido em 1838, as mulheres eram incapazes de trabalhar assim que se casassem. Depois de um decreto especial em 1925, mulheres com menos de 45 anos de idade foram frequentemente demitidas imediatamente depois de se casarem para se tornarem donas de casa e mães em tempo integral. No entanto, após a segunda guerra mundial, a situação mudou. Corry Tenderloo (1897-1956) foi uma feroz protestante contra esta seção do código civil. Como membro solteira do parlamento, ela apresentou uma moção em 1955 para reverter o decreto especial, que foi aprovada com a menor maioria possível. Em 1956, o Gabinete também mudou o Código Cívico, de modo que também as mulheres casadas eram capazes de trabalhar. Esse mesmo tópico foi abordado na China pela feminista Qiu Jin (1875-1907), que era uma forte defensora da liberdade de educação e de posições iguais para homens e mulheres na sociedade.

Mulheres na ciência

Em 1917, Johanna Westerdijk tornou-se a primeira professora holandesa especializada em fitopatologia. Na mesma época, em 1920, também na China foi nomeada a primeira professora: Chen Hengzhe, especialista em História do Ocidente.

Para Johanna, parecia natural que também na ciência houvesse mais igualdade de gênero. Embora ela não fosse uma feminista ativa, ela significava muito para o papel das mulheres na ciência. Sob sua gestão do Escritório Central de Culturas Fúngicas, ela supervisionou mais de 55 estudantes de doutorado, dos quais cerca de metade eram mulheres.

Equilíbrio de gênero no governo

Em 1956, Marga Klompé tornou-se a primeira ministra do governo holandês. Após a segunda guerra mundial, Marga foi empossada como a primeira representante feminina da ONU e entra no Parlamento, onde atua como porta-voz de relações exteriores do seu partido. Ela se torna ministra do Serviço Social e mais tarde ministra da Cultura. Ela passou a Lei do Bem-Estar holandês, que se concentra na segurança social.

Desde então, é claro, houve muitas mais ministras do sexo feminino que seguiram os passos de Marga, como Jeanine Hennis-Plasschaert (1973- …) que agora é enviada especial do Secretário-Geral das Nações Unidas ou Lilianne Ploumen (1962-…) que participou do nascimento da campanha #SheDecides. Na China, Wu Yi (1938-…) se tornou Ministra da Saúde durante o surto de SARS na China e o combateu com sucesso.

Na classificação do Fórum Econômico Mundial sobre igualdade de gênero, a Holanda ocupa atualmente o 27º lugar (de 149) em todo o mundo. Como tal, o governo holandês está lançando iniciativas para melhorar ainda mais a igualdade de gênero. Exemplos são, naturalmente, introduzir uma cota feminina de 30% nos conselhos de empresas listadas na bolsa. Mas também há iniciativas na educação, como o Westerdijk (em homenagem a Johanna Westerdijk), com o objetivo de impulsionar talentos e criar mais oportunidades para as mulheres na ciência. Além disso, existem também subsídios e políticas, como o financiamento de creches, que visam diminuir a diferença econômica entre os gêneros.

No final, superar a lacuna de gênero é pensar igualitariamente, desenvolver de forma inteligente e inovar para a mudança.

Fonte: Reino dos Países Baixos