Photo: Tomaz Silva/Agência Brasil

The Ministry of Agriculture, Livestock and Supply (Mapa) launched yesterday (23), in Rio de Janeiro, the program Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade. The initiative aims to strengthen productive chains that use natural resources in a sustainable way, generating income for small and medium farmers and traditional communities.

“We want to look at the activities that they develop as productive chains of the Brazilian primary sector. We will consider how we can add more value and generate income for the farmers, extractivists and riverine people. We will also think about initiatives to develop agroindustries, to reach international markets,” said the Secretary of Family Agriculture and Cooperativism, Fernando Schwanke.

The launch took place at the opening of Green Rio, a trade fair held annually since 2012, and brings together exhibitors, speakers, entrepreneurs and representatives of the so-called bio-economy. Open to the public and with free admission, the event runs until Saturday (25) at Marina da Glória, in the southern area of Rio de Janeiro.

Schwanke explained that the program Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade is a remodeling of another program focused on extractivism, which was inherited from the Ministry of Environment. The reformulation was designed to give a professionalization to extractivism and family farming, making them stronger for the Brazilian economy. According to him, the sector currently moves R$ 1.5 billion per year, but has the potential to grow.

“It is said that açaí alone, in a matter of 10 years, can move R$ 10 billion. Of all the productive chains we are talking about, maybe this is the one that best managed to meet both the national market and the international market”, he said.

According to the secretary, family agriculture plays an important role in the use of Brazilian socio-biodiversity for the creation of products with high added value, which can be applied, for example, in the food, pharmaceutical and cosmetic industries.

Projects

Five projects are part of the program: Pro-Extractivism; Socio-biodiversity routes; Potentialities of Brazilian Agrobiodiversity; Renewable Energies for Family Agriculture and the Medicinal, Aromatic, Condiment, Herbal and Special Teas from Brazil project.

There is still no forecast of the volume of resources that will be invested. “Perhaps the articulation is even more important than money: we need to align all actors and perhaps even capture international resources, for example, the World Bank, the Inter-American Development Bank.” Under the umbrella of the ministry, we have many actions oriented towards the organization of these productive chains,” Schwanke said.

A special concern will be devoted to the logistics issue. “We are talking about products that come out of the forest, arriving in a village, which sometimes have to be transported for a thousand, two thousand or three thousand kilometers to reach their market,” he added.

Agreement

Also at the opening of Green Rio, the Ministry announced a technical cooperation agreement with the Julius Kühn Institute, linked to the German government. According to Schwanke, the Germans have advanced technology in the field of pharmaceuticals, which includes advanced methods for extracting herbal oils. Joint actions will be developed, with the participation of the Brazilian Agricultural Research Company (Embrapa), a state-owned company linked to Mapa.

Green Rio

According to the coordinator of Green Rio, Beatriz Martins Costa, the news presented by the Mapa are the main highlights of this edition of the event. “There are a number of bioeconomics programs all over the world, but I do not know other with this focus on family farming and cooperativism, and this is strategic for Brazil,” she said.

Beatriz explained that the first edition of the event was born parallel to the Rio+20, United Nations conference on sustainable development, held in 2012 in Rio de Janeiro. At the time, the concern was to give centrality to the discussions around the bioeconomy, which involves a concern with the exhaustion of natural resources and seeks to promote productive chains that adopt sustainable processes. “It goes from an organic product to a renewable energy, like biomass for example,” she explained.

The event also facilitates the interaction between the producer and consumer with shelves for the commercialization of products. Present at the fair, the Social Service of Commerce of Rio de Janeiro (SESC Rio) also offers workshops on good practices of economic and environmental sustainability, which teach, for example, tips for reuse of coffee, leather, fabric and plastic capsules.

Source: Agência Brasil

Programa federal fomentará cadeias produtivas da bioeconomia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou ontem (23), no Rio de Janeiro, o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas que usam os recursos naturais de forma sustentável, gerando renda para pequenos e médios agricultores e para comunidades tradicionais.

“Queremos olhar para as atividades que eles desenvolvem como cadeias produtivas do setor primário brasileiro. Vamos pensar de que forma se pode agregar mais valor e gerar renda para os agricultores, extrativistas e ribeirinhos que estão lá na ponta. E pensar na possibilidade de se desenvolver agroindústrias, de alcançar os mercados internacionais”, disse secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke.

O lançamento ocorreu na abertura do Green Rio, feira de negócios que acontece anualmente desde 2012, e reúne expositores, palestrantes, empreendedores e representantes da chamada bioeconomia. Aberto ao público e com entrada franca, o evento vai até sábado (25) na Marina da Glória, na zona sul da capital fluminense.

Schwanke explicou que o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade é uma remodelação de outro programa com foco no extrativismo, que foi herdado do Ministério do Meio Ambiente. A reformulação foi pensada para dar uma roupagem de profissionalização ao extrativismo e à agricultura familiar, tornando-os mais forte para a economia brasileira. Segundo ele, o setor movimenta atualmente R$ 1,5 bilhão ao ano, mas tem potencial para crescer.

“Comenta-se que só o açaí, em questão de 10 anos, poderá movimentar R$ 10 bilhões. De todas as cadeias produtivas que estamos falando, talvez essa seja a que melhor conseguiu se organizar para atender tanto o mercado nacional quanto no mercado internacional”, disse.

Segundo o secretário, a agricultura familiar tem um papel importante na utilização da sociobiodiversidade brasileira para criação de produtos de alto valor agregado, que podem ter aplicação, por exemplo, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosmético.

Projetos

Integram o programa cinco projetos: Pró-Extrativismo; Roteiros da Sociobiodiversidade; Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira; Energias Renováveis para a Agricultura Familiar e o projeto Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil.

Ainda não há previsão do volume de recursos que serão investidos. “Talvez a articulação seja até mais importante do que o dinheiro. Precisamos alinhar todos os atores e quem sabe até captar recursos internacionais, por exemplo, do Bando Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Debaixo do guarda-chuva do ministério, temos inúmeros ações voltadas para a organização dessas cadeias produtivas”, disse Schwanke.

Uma preocupação especial será dedicada à questão logística. “Estamos falando de produtos que saem da floresta, que chegam numa vila, que às vezes tem que ser transportados por mil, dois mil ou três mil quilômetros para chegar no seu mercado”, acrescentou.

Acordo

Também na abertura do Green Rio, o Mapa anunciou um acordo de cooperação técnica com o instituto Julius Kühn, vinculado ao governo da Alemanha. Segundo Schwanke, os alemães têm uma tecnologia avançada na área de fármacos, que inclui métodos evoluídos para extração de óleos de plantas medicinais. Serão desenvolvidas ações conjuntas, com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal vinculada ao Mapa.

Green Rio

De acordo com a coordenadora do Green Rio, Beatriz Martins Costa, as novidades apresentadas pelo Mapa são os principais destaques desta edição do evento. “Existem vários programas de bioeconomia em todo o mundo. Mas eu não conheço nenhum que tenha essa recorte, que tenha um olhar focado na agricultura familiar e no cooperativismo. E isso é estratégico para o Brasil”, disse.

Beatriz explicou que a primeira edição do evento nasceu paralelamente à Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, realizada em 2012, no Rio de Janeiro. Na época, a preocupação era dar centralidade às discussões em torno da bioeconomia, que envolve uma preocupação com o esgotamento dos recursos naturais e busca promover cadeias produtivas que adotam processos sustentáveis. “Vai desde um produto orgânico até uma energia renovável, como a biomassa por exemplo”, explicou.

O evento também propicia a interação entre o produtor e consumidor com estantes para a comercialização de produtos. Presente na feira, o Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc Rio) oferece ainda oficinas sobre boas práticas de sustentabilidade econômica e ambiental, que ensinam, por exemplo, dicas de reaproveitamento de cápsula de café, couro, tecido e plásticos.

Fonte: Agência Brasil