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Ministry Director listed biodiesel as an example of success

The farmer who plants until he exhausts the resources of the soil has become a thing of the past. Through technology allied to respect for the environment, the producer can develop his own soil, with increased productivity. This is agriculture 4.0, which promises to revolutionize the green economy.

According to the director of the Department of Productive Structuring of the Ministry of Agriculture, Avay Miranda Junior, examples such as these are increasingly common and indicate a path to the sustainable development of agribusiness. He participated in a lecture at the 1st Regional Ministerial Conference of the Americas on Green Economy in Fortaleza.

According to Miranda Junior, agriculture 4.0 is centered on three axes: soil mineral balance, soil micro-organisms and planting type. He pointed out that, in the last decades, Brazil has gone from being an importer of agricultural technologies to one of the leaders in innovation in the area thanks to the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa) and to initiatives in research centers and universities.

“Brazil followed a path that went through some stages. In the first phase, the farmer faced the cerrado with simple technologies, such as the neutralization of soil by limestone. Then there was the domestication of viable plants in other regions, such as soybean, until then planted only in subtropical regions,” he explained.

The director of the Ministry of Agriculture also cited the introduction of nitrogen-fixing bacteria in leguminous crops. The technique, which dispenses with the use of chemical products, allows the refertilization of the soil through the planting of leguminous crops (such as pod, soybean, pigeon pea and cactus) through microorganisms present in the roots of these plants. “This procedure saves billions of dollars a year.”

Miranda Junior stressed that the use of technology encourages the preservation of forest areas by farmers and the reduction of poverty in rural areas. “Agriculture 4.0 places Brazil not as a consumer of the soil, but as a producer of soil. Viable agroforestry systems should be part of poverty reduction strategies. An integration system, crop rotation, fixes nitrogen in the soil and increases productivity. The modern farmer worries about trees on the ground.”

Biodiesel

The director of the Ministry of Agriculture cited the Brazilian biodiesel policy as another example of success in promoting the green economy. In the model in force for about 15 years, the National Petroleum Agency promotes annual auctions to buy biodiesel extracted from vegetable oils. The companies that sell the fuel, however, receive tax incentives to buy the oil produced by family farmers.

“Currently, 10% of Brazilian diesel is mixed with biodiesel. Our goal is to reach 15%. All with the participation of the family farmer, who is concerned about the environment,” said the representative of the Ministry of Agriculture. He also said that Brazil has the world’s largest program for the disposal of agrochemicals, which are washed three times, processed and transformed into electrical ducts. “Research shows that these electrical conduits are not contaminated and are inert to consumers,” he explained.

Productivity

Former Itaipu Binacional director Jorge Miguel Samek highlighted the productivity gain of Brazilian agriculture, whose production has risen much more than the increase in planted area. According to him, the area planted rose about 50% in the last 40 years, but productivity increased by 325%. “In 2000, Brazil was exporting US$ 20 billion in agribusiness products. By 2018, the value has risen to US$ 100 billion. This has guaranteed the surplus in the Brazilian trade balance, all with gains in productivity coupled with technology.

The 1st Regional Ministerial Conference of the Americas on Green Economy began yesterday (24) and goes until Wednesday (26), in the capital of Ceará. The meeting is being organized by the World Green Economy Organization, the South-South Cooperation Office of the United Nations and the Brazil Africa Institute, with the support of the Government of Ceará and in partnership with the Secretariat of the Nations United Nations Framework Program on Climate Change, the United Nations Development Program and the International Solar Alliance.

Source: Agência Brasil

Agricultura 4.0 conciliará desenvolvimento com meio ambiente

Diretor de ministério citou biodiesel como exemplo de sucesso

O agricultor que planta até exaurir os recursos do solo virou coisa do passado. Por meio da tecnologia aliada ao respeito ao meio ambiente, o produtor consegue desenvolver o próprio solo, com aumento da produtividade. Essa é a agricultura 4.0, que promete revolucionar a economia verde.

Segundo o diretor do Departamento de Estruturação Produtiva do Ministério da Agricultura, Avay Miranda Junior, exemplos como esses são cada vez mais comuns e indicam um caminho para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Ele participou de palestra na 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde, em Fortaleza.

De acordo com Miranda Junior, a agricultura 4.0 está centrada em três eixos: balanceamento dos minerais do solo, povoamento de micro-organismos do solo e tipo de plantação. Ele ressaltou que, nas últimas décadas, o Brasil passou de importador de tecnologias agrícolas a um dos líderes em inovação na área graças à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a iniciativas em centros de pesquisas e universidades.

“O Brasil seguiu uma trilha que passou por algumas etapas. Na primeira fase, o agricultor encarou o cerrado com tecnologias simples, como a neutralização do solo por calcário. Depois, houve a domesticação de plantas viáveis em outras regiões, como o feijão-soja, até então plantado apenas em regiões subtropicais”, explicou.

O diretor do Ministério da Agricultura também citou a introdução de bactérias fixadoras de nitrogênio nas culturas leguminosas. A técnica, que dispensa o uso de produtos químicos, permite a refertilização do solo por meio da plantação de culturas leguminosas (como vagem, soja, guandu e crolatária) por meio de micro-organismos presentes nas raízes dessas plantas. “Esse procedimento proporciona economia de bilhões de dólares por ano”.

Miranda Junior ressaltou que o uso da tecnologia estimula a preservação de áreas de florestas pelos agricultores e a redução da pobreza em áreas rurais. “A agricultura 4.0 coloca o Brasil não como consumidor do solo, mas como produtor de solo. Sistemas agroflorestais viáveis devem fazer parte de estratégias para redução da pobreza. Um sistema de integração, de rotação de cultura, fixa nitrogênio no solo e aumenta a produtividade. O agricultor moderno preocupa-se com árvores nos terrenos”.

Biodiesel

O diretor do Ministério da Agricultura citou a política brasileira de biodiesel como outro exemplo de sucesso na promoção à economia verde. No modelo em vigor há cerca de 15 anos, a Agência Nacional do Petróleo promove leilões anuais para comprar o biodiesel extraído de óleos vegetais. As empresas que vendem o combustível, no entanto, recebem incentivos fiscais para comprar o óleo produzido por agricultores familiares.

“Atualmente, 10% do diesel brasileiro é misturado ao biodiesel. Nossa meta é chegar a 15%. Tudo com a participação do agricultor familiar, que está preocupado com o meio ambiente”, destacou o representante do Ministério da Agricultura. Ele também disse que o Brasil tem o maior programa mundial de destinação de embalagens de agrotóxicos, que são lavadas três vezes, processadas e transformadas em dutos elétricos. “As pesquisas mostram que esses dutos elétricos não estão contaminados e são inertes aos consumidores”, explicou.

Produtividade

O ex-diretor de Itaipu Binacional Jorge Miguel Samek ressaltou o ganho de produtividade da agricultura brasileira, cuja produção tem subido muito mais que o aumento da área plantada. Segundo ele, a área plantada subiu cerca de 50% nos últimos 40 anos, mas a produtividade ampliou-se em 325%. “Em 2000, o Brasil exportava US$ 20 bilhões de produtos do agronegócio. Em 2018, o valor subiu para US$ 100 bilhões. Isso tem garantido o superávit na balança comercial brasileira, tudo com ganho de produtividade aliado à tecnologia.

A 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde começou ontem (24) e vai até quarta-feira (26), na capital cearense. O encontro está sendo organizado pela World Green Economy Organization – Organização Mundial da Economia Verde –, pelo Escritório de Cooperação Sul-Sul da Organização das Nações Unidas e pelo Instituto Brasil África, com apoio do Governo do Ceará e em parceria com o Secretariado das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e com a International Solar Alliance.

Fonte: Agência Brasil