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The fifth edition of the Rio de Janeiro State Foreign Trade Diagnosis, released this Tuesday (5), by the Federation of Industries of Rio de Janeiro (Firjan), reveals that although some obstacles faced by Brazilian exports have been overcome with the implementation of the Single Foreign Trade Portal, difficulties remain to be fought in order to improve the competitiveness of Rio de Janeiro and national companies in the foreign market.

Firjan International coordinator Giorgio Rossi told Agência Brasil that the document is an important support instrument for the formation of public policies aimed at increasing the competitiveness of state companies.

The diagnosis shows that, due to the Single Portal, for the first time the tax bureaucracy surpassed the customs bureaucracy as the main obstacle to foreign trade, by the exporters. Tax obstacles and the delay in the reimbursement of tax credits follow as barriers to exports.

The table is similar for imports, which adds, according to the coordinator, the difficulty in obtaining import licenses. The extension of the Single Portal to the import side was advocated by all research participants. Most Rio de Janeiro companies are importing inputs to add to their local production and sell domestically. “By adding value to products, they are looking to be more competitive,” explained Giorgio Rossi.

Research

The fifth edition of the biennial survey was based on the responses of 244 exporting and importing Rio de Janeiro companies and also from the databases of the Federal Government’s Secretariat of Foreign Trade (Secex). The sample involved companies from industry, commerce and services. Regarding services, in particular, the state of Rio de Janeiro remains in second place as an exporter and in first place in imports. “It is clear that the state of Rio has a predominant position on the issue of trade in services,” said Rossi.

Commercial opening

Done between the end of last year and the beginning of this year, before the conclusion of negotiations with the European Free Trade Association (Efta), a bloc consisting of Switzerland, Norway, Iceland and Liechtenstein, and with the European Union, the diagnosis reveals that 68% of businessmen said they were in favor of Brazilian trade opening. They stressed, however, that this process of openness must be gradual and transparent, as well as the participation of entrepreneurs from all sectors. Of these 68%, 62% indicated advantages in the Mercosur negotiations as an economic bloc. The greatest interest in making some kind of agreement was pointed with China and European countries.

According to the survey, the state of Rio in 2018 recorded a trade balance surplus of US$ 6 billion, with a 13% share of Brazil’s trade balance. Thus, the state rose from the fifth position in national exports in 2004, when it began the historical series of the study of foreign trade in Rio de Janeiro, to second place last year, surpassed only by São Paulo.

The oil and natural gas industry leads the list of major goods exported by the state of Rio de Janeiro in 2018, with US$ 18 billion (or 63% of total state exports), up 136% from 2016, when the previous diagnosis was disclosed. In second place was metallurgy, with US$ 3.3 billion (11%), followed by transportation equipment, except motor vehicles, with US$ 2.3 billion (8%).

On the import side, the highlights in 2018 were transportation equipment, except motor vehicles, with US$ 10.2 billion (43%), oil and natural gas (US$ 2.2 billion and 9% of the total) and chemicals, with US$ 2 billion (8%).

Government policy

In response to the question about the evaluation of the foreign trade policy developed by the Brazilian government, giving grades from 0 to 10, the companies consulted increased the grade given in 2017, from 5.79 to 5.91 last year. “We had an improvement over previous years. But it is clear that despite the advances made by the actions taken by the government to reduce bureaucracy and facilitate Brazilian foreign trade, there are still obstacles that hinder the growth of companies,” said Rossi. “The performance companies have today could be much better. They would be able to reach their real potential if barriers were tackled.”

The international coordinator of Firjan assessed that if other obstacles are eliminated, it is possible that in 2021, when the new Diagnosis of Foreign Trade of the State of Rio de Janeiro should come out, the grade on the foreign government’s foreign trade policy will be more positive. Rossi said that if barriers continue to be tackled, 72% of the companies interviewed said they would increase their exports and 74% would increase their imports.

Value chains

In relation to improving the business environment of Rio de Janeiro’s foreign trade, the most cited priorities by companies were to eliminate the tax burden on exports of goods and services; improve Brazilian trade defense mechanisms; strengthen and diversify Brazil’s economic and trade agreements; simplify and streamline processes for foreign trade; and expand access to the international market by state industry.

For Firjan’s president, Eduardo Eugenio Gouvea Vieira, the improvement of the business environment “is fundamental to allow the country to be inserted in the global value chains”. He noted that despite being the eighth world economy, Brazil had unsatisfactory results in international trade, participating in 2018 with 1% of world trade, being 0.9% in imports and 1.2% in exports and appearing as 27th country in the global ranking of goods transactions. The state of Rio de Janeiro had a significant participation in Brazilian foreign trade in 2018, with a 12% share in exports and 13% in imports.

Award

Following the launch of the fifth edition of the Rio State Foreign Trade Diagnosis, Firjan delivered the Rio Export Award to 14 Rio de Janeiro companies that stood out in foreign trade last year. Since the award was launched in 1998, more than 220 Rio de Janeiro companies from different sectors and technological levels have been recognized by the exporting culture in the state.

Source: Agência Brasil

Firjan apresenta quadro da exportação e importação fluminense

A quinta edição do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio de Janeiro, divulgada esta terça-feira (5), pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), revela que embora alguns entraves enfrentados pela exportação brasileira tenham sido superados com a implantação do Portal Único do Comércio Exterior, persistem dificuldades a serem combatidas para melhorar a competitividade das empresas fluminenses e nacionais no mercado externo.

O coordenador da Firjan Internacional, Giorgio Rossi, disse à Agência Brasil que o documento é um importante instrumento de apoio para a formação de políticas públicas que visem elevar a competitividade das empresas do estado.

O diagnóstico mostra que, em razão do Portal Único, pela primeira vez a burocracia tributária superou a burocracia aduaneira como principal entrave ao comércio exterior, pelo lado dos exportadores. Seguem-se como entraves às exportações os custos tributários e a demora no ressarcimento de créditos tributários.

O quadro é similar para a importação que acrescenta, segundo o coordenador, a dificuldade na obtenção de licenças para importação. A extensão do Portal Único para o lado da importação foi defendida por todos os participantes da pesquisa. A maioria das empresas do Rio de Janeiro está importando insumos para agregar à sua produção local e vender internamente. “Agregando valor aos produtos, estão procurando ser mais competitivas”, explicou Giorgio Rossi.

Pesquisa

A quinta edição do levantamento bienal foi elaborada com base nas respostas de 244 empresas fluminenses exportadoras e importadoras e também a partir das bases de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo federal. A amostra envolveu empresas dos setores de indústria, comércio e serviços. Sobre serviços, em especial, o estado do Rio de Janeiro se mantém no segundo lugar como exportador e na primeira colocação na importação. “Fica claro que o estado do Rio tem uma posição predominante na questão do comércio de serviços”, disse Rossi.

Abertura comercial

Feito entre o final do ano passado e o início deste ano, antes portanto da conclusão das negociações com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, e com a União Europeia, o diagnóstico revela que 68% dos empresários disseram ser favoráveis à abertura comercial brasileira. Ressaltaram, entretanto, que esse processo de abertura deve ser gradual e transparente, além de ter a participação do empresariado de todos os setores. Desses 68%, 62% indicaram vantagens nas negociações do Mercosul como bloco econômico. O maior interesse na realização de algum tipo de acordo foi apontado com a China e países europeus.

De acordo com a pesquisa, o estado do Rio registrou, em 2018, superávit na balança comercial de US$ 6 bilhões, com participação de 13% no saldo comercial do Brasil. Dessa forma, o estado subiu da quinta posição nas exportações nacionais, em 2004, quando foi iniciada a série histórica do estudo sobre comércio exterior fluminense, para a segunda colocação, no ano passado, superado apenas por São Paulo.

A indústria do petróleo e gás natural lidera a relação dos principais bens exportados pelo estado do Rio de Janeiro em 2018, com US$ 18 bilhões (ou 63% do total das exportações do estado), alta de 136% em relação a 2016, quando foi divulgado o diagnóstico anterior. Em segundo lugar ficou metalurgia, com US$ 3,3 bilhões (11%), seguida de equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com US$ 2,3 bilhões (8%).

Pelo lado da importação, os destaques em 2018 foram para equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com US$ 10,2 bilhões (43%), petróleo e gás natural (US$ 2,2 bilhões e 9% do total) e produtos químicos, com US$ 2 bilhões (8%).

Política governamental

Em resposta à pergunta sobre a avaliação da política de comércio exterior desenvolvida pelo governo brasileiro, dando notas de 0 a 10, as empresas consultadas aumentaram a nota dada em 2017, de 5,79, para 5,91 no ano passado. “Tivemos uma melhora em relação a anos anteriores. Mas fica evidente que apesar dos avanços registrados pelas ações implementadas pelo governo no sentido de desburocratização e facilitação do comércio exterior brasileiro, ainda há entraves que impedem o crescimento das empresas”, disse Rossi. “O desempenho que as empresas têm hoje poderia ser muito melhor. Teriam capacidade de atingir seu real potencial, caso os entraves fossem combatidos”.

O coordenador da Firjan Internacional avaliou que se outros empecilhos forem eliminados, é possível que em 2021, quando deverá sair o novo Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio de Janeiro, a nota relativa à política de comércio exterior do governo federal será mais positiva. Rossi disse que se os entraves continuarem a ser combatidos, 72% das empresas entrevistadas afirmaram que aumentariam suas exportações e 74% ampliariam suas importações.

Cadeias de valor

Em relação à melhoria do ambiente de negócios do comércio exterior fluminense, as prioridades mais citadas pelas empresas foram eliminar a carga tributária sobre exportações de bens e serviços; aprimorar os mecanismos de defesa comercial brasileira; fortalecer e diversificar os acordos econômico-comerciais do Brasil; simplificar e agilizar processos para o comércio exterior; e ampliar o acesso ao mercado internacional pela indústria do estado.

Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvea Vieira, o aprimoramento do ambiente de negócios “é fundamental para permitir a inserção do país nas cadeias globais de valor”. Destacou que apesar de ser a oitava economia mundial, o Brasil apresentou resultados pouco satisfatórios no comércio internacional, participando em 2018 com 1% do comércio mundial, sendo 0,9% em importações e 1,2% em exportações e aparecendo como 27º país no ranking global de transações de bens. Já o estado do Rio de Janeiro teve participação significativa no comércio exterior brasileiro em 2018, com participação de 12% nas exportações e 13% nas importações.

Prêmio

Após o lançamento da quinta edição do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio, foi entregue pela Firjan o prêmio Rio Export a 14 empresas fluminenses que mais se destacaram no comércio exterior no último ano. Desde o lançamento da premiação, em 1998, mais de 220 empresas fluminenses de diferentes setores e níveis tecnológicos foram reconhecidas pela cultura exportadora no estado.

Fonte: Agência Brasil