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The executive president of the Brazilian Foreign Trade Association (AEB), José Augusto de Castro, said yesterday (21) that 2021 will be the year of Brazil’s foreign trade, as there are a number of actions and initiatives that began in 2018 and 2019, which will mature in two years, that will reduce costs thus making the Brazilian product more competitive.

Castro said that competitiveness today is about specific deals with Argentina or other South American countries. “We need to think about markets like Europe, the United States and China. By 2021, cost savings will make it possible to export manufactured goods from Brazil. For commodities, it means higher profitability. For manufactured goods, it means more competitiveness,” he said after the opening of the National Foreign Trade Meeting (Enaex) 2019 in Rio de Janeiro.

According to the businessman, labor, social security and tax reforms, privatization and infrastructure concessions, the trade facilitation agreement and the single foreign trade portal are factors that, when mature, will lead to strong cost reductions. “This will make the number of exporters increase and the value of exports as well. Brazil is once again a participant in the effective international market, not just symbolic, as it is today. Our share is 1.2% of the world market, and we have already been 2.5%, 3%. So it’s a return to the past,” he said.

Foreign trade

For Castro, this year foreign trade should close with levels below its capacity, with a drop in exports and imports. “Exports and imports are both decreasing. The surplus is also decreasing. If someone talks about analyzing surplus in isolation, it means nothing.”

“Import falls less, it will fall around 1% because of the slight growth in the domestic market, but next year we think the surplus will fall even more because if there is a 2% growth in the domestic market it will have increased imports. This will make you have smaller trade surplus. For exports, the trend is to be like this year,” he said.

Castro pointed out that among the manufactured goods, the automobile sector was hit hard because of the economic crisis in Argentina. “It has no alternative market. The sector market here in Brazil is Argentina, Argentina and Argentina. When there is no alternative there is a very strong fall as it is happening this year. Next year it should stabilize, but it still doesn’t mean it will grow. Between 2017 and now exports to Argentina fell by 50%. It’s too much. We have lost at least 350,000 jobs with Argentina this year because of the crisis,” he said.

Source: Agência Brasil

Presidente da AEB diz que 2021 será o ano do comércio exterior do país

O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, disse ontem (21), que 2021 será o ano do comércio exterior do Brasil, uma vez que há uma série de ações e iniciativas, que começaram em 2018 e 2019, que vão maturar daqui a dois anos, o que vai provocar a redução de custos tornando o produto brasileiro mais competitivo.

Castro disse que atualmente a competitividade se resume aos negócios específicos com a Argentina ou com outros países da América do Sul. “Precisamos pensar em mercados como Europa, Estados Unidos e China. Em 2021, a redução de custos vai viabilizar a exportação de produtos manufaturados do Brasil. Para as commodities, significa maior rentabilidade. Para os manufaturados, significa mais competitividade”, disse após a abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2019, no Rio de Janeiro.

De acordo com o empresário, as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, as privatizações e concessões de infraestrutura, o acordo de facilitação de comércio e o portal único de comércio exterior são fatores que quando estiverem maduros vão provocar forte redução de custos. “Isso vai fazer com que o número de exportadores aumente e o valor das exportações também. O Brasil volta a ser um participante do mercado internacional efetivo e não apenas simbólico, como é hoje. A nossa participação é de 1,2% do mercado mundial, e nós já fomos 2,5%, 3%. Então é uma volta ao passado”, disse.

Comércio exterior

Para Castro, este ano o comércio exterior deve fechar com níveis abaixo da sua capacidade, com queda nas exportações e nas importações. “Ruim. Cai exportação muito. Cai importação. Cai superávit. Tudo ruim. Se alguém falar em analisar superávit isoladamente não significa nada”.

“A importação cai menos, vai cair em torno de 1% por causa do leve crescimento do mercado interno, mas no ano que vem, a gente acha que o superávit vai cair mais ainda porque se houver um crescimento do mercado interno de 2% vai ter aumento de importações. Isso vai fazer ter menor superávit comercial. Para as exportações, a tendência é ficar como este ano”, disse.

Castro destacou que entre os manufaturados, o setor automobilístico foi duramente atingido por causa da crise econômica da Argentina. “Ele não tem mercado alternativo. O mercado do setor aqui no Brasil é Argentina, Argentina e Argentina. Quando não tem alternativa há uma queda muito forte como está ocorrendo este ano. Ano que vem deve estabilizar, mas ainda não significa crescimento. Entre 2017 e agora as exportações para a Argentina caíram 50%. É muita coisa. Nós perdemos pelo menos 350 mil empregos com a Argentina este ano, por conta da crise”, disse.

Fonte: Agência Brasil