Photo: Governo do Espírito Santo/Divulgação

A pilot program by the National Industrial Learning Service (SENAI) with 43 companies from 24 Brazilian states showed that Industry 4.0’s new digital technologies increase the productivity of micro, small and medium enterprises by 22%. Called “Indústria Mais Avançada”, the project is the first to test the impact on production of the use of low-cost tools such as sensing, cloud computing and IoT.

Industry 4.0 is a recent term that explains the application of new technologies in major industrial processes. Among the most striking features are task automation and data and information control. The emergence and use of these tools is being classified as the fourth industrial revolution, due to the possibility of a deeper impact and to be characterized by a set of technologies that allow the fusion of the physical, digital and biological world.

Among the tools used are 3D Printing (adding material to make objects, consisting of several parts, constituting an assembly); Artificial Intelligence (seeks to simulate the human capacity to reason, make decisions, solve problems, providing software and robots with the ability to automate various processes); Internet of Things (possibility that physical objects are connected to the Internet and can coordinate a certain action).

There is also Synthetic Biology (convergence of new technological developments in the areas of chemistry, biology, computer science and engineering, allowing the design and construction of new biological parts); and Cyber-Physical Systems (synthesize the fusion between the physical and digital world, with every physical object and the physical processes that occur, due to this object, digitized).

“Senai’s goal with the pilot experience, called Indústria Mais Avançada, is to refine a low-cost, high-impact, fast-implementation method that will help Brazilian companies fit into the 4th Industrial Revolution. Senai’s initiative proves that Indústria 4.0 is for everyone: any type of company, in any state of Brazil. The national result is relevant, and, especially, there were significant gains for all the companies served,” said Senai CEO Rafael Lucchesi.

According to Senai, the pilots were held between May 2018 and October this year, in companies in the food and beverage, metalworking, furniture, clothing and footwear segments. Sensors were installed to collect data, and the information was transmitted to a platform that monitors the performance of the production line in real time, allowing for better control of process indicators and anticipating possible problems.

“The companies that made the most gains from digital technologies were those that used the least production management techniques before participating in the program. The new technique, when introduced in a company that uses few management methods, provides greater productivity gains,” said Senai Executive Innovation and Technology Manager Marcelo Prim.

According to Senai, the analysis also showed that the perception of the gain obtained with the technology is greatly affected by the size of the company. Medium and large companies tend to invest in Industry 4.0 technologies to continue their efforts to increase productivity. Micro and small entrepreneurs value more the agility allowed by the system.

“The system allows us to learn from the production process, reducing response time, making it more agile and predictable. Ensuring that what the entrepreneur planned will be delivered on time to match the market brings a higher level of competitiveness for the small business, and it can more easily fit into the value chains, ”Prim explained.

Recommendations for joining industry 4.0 include streamlining processes, qualifying workers, employing affordable and affordable technologies, investing in research.

Source: Agência Brasil

Novas tecnologias digitais aumentam produtividade de empresas

Um programa piloto realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com 43 empresas de 24 estados, mostrou que as novas tecnologias digitais da Indústria 4.0 aumentam em cerca de 22% a produtividade de micro, pequenas e médias empresas. Denominado Indústria Mais Avançada, o projeto é o primeiro a testar o impacto na produção do uso de ferramentas de baixo custo como sensoriamento, computação em nuvem e internet das coisas (IoT).

Indústria 4.0 é um termo recente que explica a aplicação das novas tecnologias nos principais processos industriais. Entre as características mais marcantes estão a automação de tarefas e o controle de dados e informações. O surgimento e utilização dessas ferramentas está sendo classificado como a quarta revolução industrial, devido à possibilidade de um impacto mais profundo e por se caracterizar por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico.

Entre as ferramentas utilizadas estão a Impressão 3D (adição de material para fabricar objetos, formados por várias peças, constituindo uma montagem); Inteligência Artificial (busca simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões, resolver problemas, dotando softwares e robôs de capacidade de automatizar vários processos); Internet das Coisas (possibilidade de que objetos físicos estejam conectados à internet, podendo assim executar de forma coordenada uma determinada ação).

Há ainda a Biologia Sintética (convergência de novos desenvolvimentos tecnológicos nas áreas de química, biologia, ciência da computação e engenharia, permitindo o projeto e construção de novas partes biológicas); e Sistemas Ciber-Físicos (sintetizam a fusão entre o mundo físico e digital, com todo objeto físico e os processos físicos que ocorrem, em função desse objeto, digitalizados).

“O objetivo do Senai com a experiência-piloto, chamada de Indústria mais Avançada, é refinar um método de baixo custo, alto impacto e de rápida implementação, que ajude as empresas brasileiras a se inserirem na 4ª Revolução Industrial. A iniciativa do Senai prova que a Indústria 4.0 é para todos: qualquer tipo de empresa, em qualquer estado do Brasil. O resultado nacional é relevante, e, principalmente, houve ganhos significativos para todas as empresas atendidas”, disse o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

Segundo o Senai, os pilotos foram realizados entre maio de 2018 e outubro deste ano, em empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, metalmecânica, moveleiro, vestuário e valçados. Foram instalados sensores para coletar dados, e as informações foram transmitidas para uma plataforma que acompanha em tempo real o desempenho da linha de produção, podendo ter maior controle dos indicadores do processo e antecipar-se a possíveis problemas.

“As empresas que obtiveram maiores ganhos com as tecnologias digitais foram aquelas que utilizavam menos técnicas de gerenciamento da produção antes de participar do programa. A técnica nova, ao ser introduzida em uma empresa que utiliza poucos métodos de gestão, proporciona ganho maior em produtividade”, disse o gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai, Marcelo Prim.

De acordo com o Senai, a análise mostrou ainda que a percepção do ganho obtido com a tecnologia é muito afetada pelo porte da empresa. As médias e grandes empresas tendem a investir em tecnologias da Indústria 4.0 para dar continuidade aos esforços de aumento de produtividade. Os micro e pequenos empresários valorizam mais a agilidade permitida pelo sistema.

“O sistema permite aprender com o processo produtivo, diminuindo o tempo de resposta, tornando-o mais ágil e previsível. Garantir que aquilo que o empresário planejou será entregue nos prazos que ele combinou com o mercado traz um nível de competitividade maior para a pequena empresa, e ela consegue se inserir mais facilmente nas cadeias de valor”, explicou Prim.

Entre as recomendações para aderir à indústria 4.0 estão enxugar processos, qualificar trabalhadores, empregar tecnologias disponíveis e de baixo custo, investir em pesquisa.

Fonte: Agência Brasil