Photo: Marcello Casal jr/Agência Brasil

2019 GDP was revised from 0.90% to 1.12%

The Brazilian government increased its projection for economic growth to 2019 and 2020. The estimated Gross Domestic Product for 2019 was revised from 0.90% to 1.12%. For 2020, the forecast is for GDP to expand by 2.40%, compared to the previous forecast of 2.32%. The Estimates are in the Macrofiscal Bulletin of the Economic Policy Secretariat (SPE) of the Ministry of Economy, released yesterday (14).

According to the survey, activity indicators have shown results above market expectations, especially in the services, trade and construction sectors, which explains the upward revisions of the projections for economic growth. The release of FGTS funds has also been instrumental in stimulating the economy.

“In the second half of 2019, a key part of the resumption of growth came from the stimulus given by the release of FGTS resources, which is expected to extend throughout the first quarter of 2020. In addition, the creation of the anniversary draw has the potential to change the outlook in the labor and credit markets, boosting the economy in the coming years,”.

Employment and credit

The Ministry of Economy also points out that there is a growth in the creation of formal jobs, which, historically, leads to an acceleration in the forecast of GDP growth. “Formal employment has been accelerating in recent months, showing signs of a warming economy, which is critical for activity as productivity in the formal sector is higher than in the informal sector.”

According to the survey, one of the important sources for increasing activity and productivity was the consistent expansion of free credit (in which banks have the autonomy to lend money raised in the market and to set interest rates) to households and to companies, which is allocated to higher return investments.

Replacing targeted credit (government-defined loans primarily for housing, rural and infrastructure sectors) with free credit, according to the ministry, also contributes to the effective reduction of equilibrium interest, plus social participation in the system is in line with the liberal government policy.

“Lower interest rates are expected to start to impact on activity in the first half of 2020, especially from the second quarter. The approval of the New Social Security and other fiscal adjustment measures contributed to the substantial reduction of the country risk, leading to the reduction of the equilibrium real interest rates, made possible by anchored and falling inflation expectations”.

Given the data presented, for the government the recovery of productivity may not be immediate, but is guaranteed. “Structural measures of fiscal adjustment, credit targeting, cost elimination and wedges to the private sector and the labor market will have permanent effects on the country’s productivity and income.”

Inflation

The bulletin released today also forecasts the 2019 inflation forecast, calculated by the Broad National Consumer Price Index (IPCA), which rose from 3.26% to 4.14%. “The main reason for the strong change was the ‘home-food’ subgroup, mainly impacted by pressure on meat prices. The rise in the price of Brazilian meat is due to the sharp increase in Chinese demand, which seeks to compensate for losses in domestic production resulting from swine flu”.

Last week, the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) confirmed the rise in inflation, which closed the year of 2019 at 4.31%.

Source: Agência Brasil

Brasil: Governo aumenta projeção de crescimento do PIB para 2,40% em 2020

PIB de 2019 foi revisado de 0,90% para 1,12%

O governo aumentou a projeção para o crescimento da economia para 2019 e 2020. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 2019 foi revisada de 0,90% para 1,12%. Para 2020, a previsão é que o PIB tenha expansão de 2,40%, ante a previsão de 2,32%.
As estimativas estão no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, divulgado ontem (14).

De acordo com a pasta, os indicadores de atividade têm apresentado resultados acima da expectativa de mercado, especialmente nos setores de serviços, comércio e construção civil, o que explica as revisões para cima das projeções para o crescimento econômico. A liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também foi fundamental para estimular a economia.

“No segundo semestre de 2019, uma parcela fundamental da retomada do crescimento veio dos estímulos dados pela liberação de recursos do FGTS, que deve se estender ao longo do primeiro trimestre de 2020. Além disso, a criação do saque-aniversário tem o potencial de mudar as perspectivas nos mercados de trabalho e crédito, impulsionando a economia nos próximos anos”, diz o boletim.

Emprego e crédito

O Ministério da Economia destaca ainda que há um crescimento na criação de empregos formais, o que, historicamente, leva a uma aceleração na previsão de crescimento do PIB. “O emprego formal tem apresentado aceleração nos últimos meses, dando sinais de aquecimento da economia, o que é fundamental para a atividade, uma vez que a produtividade no setor formal é maior que a do setor informal.”

De acordo com a pasta, uma das fontes importantes para o aumento da atividade e da produtividade foi a expansão consistente do crédito livre (em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e para definir as taxas de juros) às famílias e às empresas, que é alocado para investimentos com maior retorno.

A substituição do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) pelo crédito livre, segundo o ministério, também contribui para a redução efetiva dos juros de equilíbrio, mais participação social no sistema financeiro e está em linha com a política liberal do governo.

“A redução das taxas de juros deve começar a apresentar efeitos na atividade no primeiro semestre de 2020, especialmente a partir do segundo trimestre. A aprovação da Nova Previdência e as demais medidas de ajuste fiscal contribuíram para a redução substancial do risco país, levando à redução dos juros reais de equilíbrio, possibilitada pelas expectativas de inflação ancoradas e cadentes”, diz o boletim.

Diante dos dados apresentados, para o governo a retomada de produtividade pode não ser imediata, mas está garantida. “As medidas estruturais de ajuste fiscal, redução de direcionamento de crédito, eliminação de custos e cunhas ao setor privado e no mercado de trabalho produzirão efeitos permanentes na produtividade e na renda do país.”

Inflação

O boletim divulgado hoje também traz a previsão para a inflação de 2019, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu de 3,26% para 4,14%. “O principal responsável pela forte alteração foi o subgrupo ‘alimentação no domicílio’, impactada sobretudo pela pressão sobre o preço de carnes. A elevação do preço da carne brasileira se deve ao forte aumento de demanda chinesa, que busca suprir as perdas da produção interna, resultantes de gripe suína (proteína muito consumida pelos chineses)”, diz o boletim.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a elevação da inflação, que fechou o ano de 2019 em 4,31%.

Fonte: Agência Brasil