Photo: Pixabay

Innovation rate, from 2015 to 2017, was below the previous three-year period

In the period from 2015 to 2017, 33.6% of a total of 116,962 Brazilian companies with ten or more workers made some kind of innovation in products or processes. This innovation rate was 2.4 percentage points below that presented in the previous three-year period of 2012-2014, when it reached 36%.

The information appears in the Innovation Survey (Pintec) 2017, which the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) released yesterday (16) with data on the efforts of companies in the industry, services and electricity and gas sectors – between 2015 and 2017 – for product and process innovation.

According to IBGE, a company is considered innovative when it introduces a product to the market or implements a new or substantially improved process.

According to the institute, the economic downturn in the evaluated period directly affected innovation initiatives, not only with the drop in the innovation rate, but also with the fall in investments in innovative activities and government incentives for technological innovation.

Spending on innovative activities, of the 39,329 innovative companies, reached R$ 67.3 billion in 2017, representing 1.95% of the net sales revenue of the companies, with a drop of 17.42% compared to R$ 81 , 5 billion invested in 2014, equivalent to 2.5% of net revenue.

For the first time in Pintec’s historical series, investments by companies in internal research and development (R&D) activities were ahead of the acquisition of machinery and equipment. Of the total expenses, R$ 25.6 billion went to internal R&D activities. Another R$ 21.2 billion was invested in the acquisition of machinery and equipment and R$ 7 billion in the external acquisition of R&D.

The manager responsible for the research, Flávio Peixoto, explains that, with the economic recession of the period between 2015 and 2017, the government’s support for innovation through credit lines fell sharply, having a strong impact on the purchase of machinery and equipment aimed at innovative activities.

“Public support is very important. When this support decreases, there is a great tendency for companies to also reduce their innovative activities”, said the analyst. “We also had the effect of the exchange rate and imported inputs became very expensive, which affected the external acquisition of machinery and equipment”.

According to the survey, the percentage of companies benefiting from some government incentive dropped from 39.9% in 2014 to 26.2% in 2017. Financing for the purchase of machinery and equipment, the main mechanism to encourage innovation, was the modality that lost the most relevance, falling from 29.9% of benefited companies in 2014 to 12.9% in 2017.

Another modality of support for innovation, which are the tax incentives of the Lei do Bem (Law 11.196 / 2005), has had a small advance. The companies that benefited from the Lei do Bem went from 3.5% in 2014 to 4.7% in 2017. This standard is considered one of the main instruments to encourage innovation in the productive sector.

Obstacles to innovation

According to IBGE, in the 2015-2017 period, excessive economic risks gained importance for innovative companies and became the main obstacle to innovate for 81.8% of them. On the other hand, the high costs to innovate fell from the first place in the ranking of importance, observed in Pintec 2014, to the second in Pintec 2017, being indicated by 79.7% of innovative companies.

“The lack of qualified personnel was indicated by 65.5% of innovative companies, emerging as the third obstacle in the ranking, gaining space in relation to the scarcity of appropriate sources of financing (63.9%), which fell to the fourth position”, informs IBGE.

Companies that did not innovate in the 2015-2017 period pointed to market conditions as the main reason for not having carried out innovative activity, a reason related to the period of recession in the Brazilian economy.

For the manager responsible for the research, a recessive period impacts the company’s decision to innovate. “Innovation is a strategic and long-term decision for the company. It is a phenomenon that is difficult to appear. It has long maturation in several aspects. When the company is faced with economic risks, it is very natural that it retracts its investments in innovation”.

Also according to the survey, the largest companies are the most innovative. Investments in innovative activities are concentrated in larger companies: 68.9% of total expenses were made by companies with 500 or more employees.

Source: Agência Brasil

IBGE: 33,6% das empresas brasileiras são inovadoras

Taxa de inovação, de 2015 a 2017, ficou abaixo do triênio anterior

No período de 2015 a 2017, 33,6% de um universo de 116.962 empresas brasileiras com dez ou mais trabalhadores fizeram algum tipo de inovação em produtos ou processos. Essa taxa de inovação ficou 2,4 pontos percentuais abaixo da apresentada no triênio anterior de 2012-2014, quando alcançou 36%.

As informações constam da Pesquisa de Inovação (Pintec) 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (16) com dados sobre o esforço de empresas dos setores da indústria, serviços e eletricidade e gás – entre 2015 e 2017 – para a inovação de produtos e processos.

Segundo o IBGE, uma empresa é considerada inovadora quando introduz no mercado um produto ou implementa um processo novo ou substancialmente aprimorado.

De acordo com o instituto, a retração econômica do período avaliado afetou diretamente as iniciativas de inovação, não apenas com o recuo na taxa de inovação, mas também com a queda nos investimentos em atividades inovadoras e nos incentivos do governo à inovação tecnológica.

Os gastos em atividades inovativas, das 39.329 empresas inovadoras, atingiram R$ 67,3 bilhões em 2017, representando 1,95% da receita líquida de vendas do universo das companhias, com uma queda de 17,42% em relação aos R$ 81,5 bilhões investidos em 2014, equivalentes a 2,5% da receita líquida.

Pela primeira vez na série histórica da Pintec, investimentos pelas empresas em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) ficaram à frente de aquisição de máquinas e equipamentos. Do total de gastos, R$ 25,6 bilhões foram para atividades internas de P&D. Outros R$ 21,2 bilhões foram aplicados na aquisição de máquinas e equipamentos e R$ 7 bilhões na aquisição externa de P&D.

O gerente responsável pela pesquisa, Flávio Peixoto, explica que, com a recessão econômica do período entre 2015 e 2017, o apoio do governo à inovação por meio de linhas de financiamento registrou queda acentuada, tendo forte impacto na compra de máquinas e equipamentos voltados para atividades inovativas.

“O apoio público é muito importante. Quando esse apoio diminui, existe grande tendência de as empresas também diminuírem suas atividades inovativas”, disse o analista. “Também tivemos o efeito do câmbio e os insumos importados ficaram muito caros, o que afetou a aquisição externa de máquinas e equipamentos”.

Segundo a pesquisa, o percentual de empresas beneficiadas com algum incentivo do governo recuou de 39,9%, em 2014, para 26,2%, em 2017. O financiamento à compra de máquinas e equipamentos, principal mecanismo de incentivo à inovação, foi a modalidade que mais perdeu relevância, caindo de 29,9% de empresas beneficiadas em 2014 para 12,9% em 2017.

Outra modalidade de apoio à inovação, que são os incentivos fiscais da Lei do Bem (Lei 11.196/2005), teve um pequeno avanço. As empresas que se beneficiaram da Lei do Bem passaram de 3,5% em 2014 para 4,7% em 2017. Essa norma é considerada um dos principais instrumentos de incentivo à inovação no setor produtivo.

Obstáculos à inovação

De acordo com o IBGE, no período 2015-2017, os riscos econômicos excessivos ganharam importância para as empresas inovadoras e se configuraram como o principal obstáculo para inovar para 81,8% delas. Por outro lado, os elevados custos para inovar caíram da primeira colocação no ranking de importância, observados na Pintec 2014, para a segunda na Pintec 2017, sendo indicado por 79,7% das empresas inovadoras.

“A falta de pessoal qualificado foi indicada por 65,5% das empresas inovadoras, despontando como terceiro obstáculo no ranking, ganhando espaço em relação à escassez de fontes apropriadas de financiamento (63,9%), que caiu para a quarta posição”, informa o IBGE.

As empresas que não inovaram no período 2015-2017 apontaram as condições de mercado como a principal razão para não ter realizado atividade inovadora, motivo relacionado com o período de recessão da economia brasileira.

Para o gerente responsável pela pesquisa, um período recessivo causa impacto na decisão da companhia em inovar. “A inovação é uma decisão estratégica e de longo prazo da empresa. É um fenômeno que custa a aparecer. Tem maturação longa em vários aspectos. No momento em que a empresa se depara com riscos econômicos, é muito natural que ela retraia os seus investimentos em inovação”.

Ainda de acordo com a pesquisa, as empresas maiores são as mais inovadoras. Os investimentos em atividades inovativas estão concentrados em companhias de maior porte: 68,9% dos gastos totais foram feitos por empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas.

Fonte: Agência Brasil