Photo: L.C. Nøttaasen/Flickr (CC BY 2.0)

Brazil can leave an important legacy of innovation after the coronavirus crisis, from the connectivity of all health units in the country to the growth of internal production of equipment and new reagents for the health sector.

The statement was made by the executive secretary of the Ministry of Science, Technology, Innovations and Communications (MCTIC), Julio Semeghini, during a live chat (check here to watch – in Portuguese) promoted by the National Confederation of Industry (CNI), to discuss results from the last Innovation Survey (Pintec), from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE).

According to Semeghini, Brazil has a strong scientific community, connected with those of other countries, which is being decisive in accelerating innovation to meet the increase in domestic demand. “If we had more articulation between this network and the industrial chain, this process could have been much faster,” he said.

MCTIC’s Secretary of Entrepreneurship and Innovation, Paulo Alvim, believes that the country will become one of the most important players in the global health production chain, with emphasis on the sectors of biotechnology and biochemistry, with the opportunity to create new and better jobs. “This movement may spill over into other segments of the economy,” said Alvim.

Economic recession impacted investments in innovation in 2017

According to the results of the seventh edition of Pintec, the economic recession was the main cause for investments to reach, in 2017, the lowest level since the beginning of the survey, in 2002, according to Alessandro Pinheiro, coordinator of Special Structural Economic Research at IBGE . In 2017, investments in innovative activities corresponded to 1.95% of companies’ net revenues, with a drop of 17.42% compared to that invested in 2014.

Pinheiro also pointed out that the exchange rate appreciation contributed to the increase in the import of machinery and equipment and reduced financing for innovation in the sector. However, he pointed out evolution in some survey results, such as the growth of product innovation, the maintenance of investment levels in research and development (R&D) and growth in the use of biotechnology and nanotechnology.

In addition, companies in these sectors have engaged in cooperation arrangements in strong partnership with universities and institutes of science and technology, something unusual in the Brazilian reality. “These cooperation arrangements are essential in view of new technologies that require diversified skills to accelerate the innovative process,” explained Pinheiro.

Cooperation is essential to accelerate companies’ innovation agenda

Another challenge that needs to be faced by companies, according to Pinheiro, is the improvement of articulation within companies with a focus on technological development. For this, it is necessary to involve the top leadership of organizations to give direction, especially, to the digital transformation process. Only after that, it will be possible to work on the integration of the chains.

“Companies need to have strong coordination and planning to be able to embark on Industry 4.0,” he said. Pinheiro recognized the role of Business Mobilization for Innovation (MEI), led by CNI, as fundamental in supporting the digital transformation of Brazilian companies.

The virtual chat was mediated by CNI’s Director of Innovation, Gianna Sagazio, who presented MEI’s work articulated with the SENAI Innovation Institutes, the Brazilian Industrial Research and Innovation Company (Embrapii) and the Brazilian Micro Support Service and Small Companies (Sebrae), in support of accelerating the innovation agenda in the country.

Today, MEI has about 300 companies and, in addition to presenting public policy proposals for innovation, it also brings tools to support industries in this process, such as MEI Tools, a constantly updated information channel on innovation financing instruments; and the Innovation Ecosystem Immersion Program. “Innovation is the main vector of development in Brazil,” said Gianna.

Source: CNI

Brasil pode deixar importante legado de inovação após a crise do coronavírus

O Brasil pode deixar um importante legado de inovação após a crise do coronavírus, desde a conectividade de todas as unidades de saúde do país até o crescimento da produção interna de equipamentos e novos reagentes para o setor de saúde.

A afirmação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, durante bate-papo ao vivo (confira aqui a íntegra) promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), para debater resultados da última Pesquisa de Inovação (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Semeghini, o Brasil tem uma comunidade científica forte e conectada com as de outros países que está sendo decisiva para acelerar a inovação para atender o aumento da demanda interna. “Se tivéssemos mais articulação dessa rede com a cadeia industrial, esse processo poderia ter sido bem mais rápido”, destacou.

O secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, acredita que o país se tornará um dos mais importantes atores na cadeia produtiva de saúde mundial, com destaque para setores de biotecnologia e bioquímica, com oportunidade de criação novos e melhores empregos. “Esse movimento poderá transbordar para outros segmentos da economia”, disse Alvim.

Recessão econômica impactou investimentos em inovação em 2017

De acordo com os resultados da sétima edição da Pintec, a recessão econômica foi a principal causa de os investimentos chegarem, em 2017, ao menor nível desde o início do levantamento, em 2002, segundo Alessandro Pinheiro, coordenador de Pesquisas Econômicas Estruturais Especiais do IBGE. Em 2017, os investimentos em atividades inovadoras corresponderam a 1,95% das receitas líquidas das empresas, com queda de 17,42% frente ao investido em 2014.

Pinheiro destacou, ainda, que a valorização cambial contribuiu para o aumento da importação de máquinas e equipamentos e redução de financiamento para inovação no setor. No entanto, ele apontou evolução em alguns resultados do levantamento, como o crescimento da inovação em produtos, a manutenção dos níveis de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e crescimento do uso da biotecnologia e nanotecnologia.

Além disso, empresas desses setores se engajaram em arranjos de cooperação em parceria forte com universidades e institutos de ciência e tecnologia, algo não comum na realidade brasileira. “Esses arranjos de cooperação são fundamentais diante das novas tecnologias que exigem competências diversificadas para acelerar o processo inovativo”, explicou Pinheiro.

Cooperação é fundamental para acelerar a agenda de inovação das empresas

Outro desafio que precisa ser encarado pelas empresas, segundo Pinheiro, é a melhora da articulação dentro das empresas com foco no desenvolvimento tecnológico. Para isso, é preciso envolver a alta liderança das organizações para dar o direcionamento, em especial, ao processo de transformação digital. Somente após isso, será possível trabalhar na integração das cadeias.

“As empresas precisam ter forte coordenação e planejamento para ter condições de embarcar na Indústria 4.0”, disse. Pinheiro reconheceu o papel da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), liderada pela CNI, como fundamental no apoio à transformação digital das empresas brasileiras.

O bate-papo virtual foi mediado pela diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, que apresentou o trabalho da MEI articulado com os Institutos SENAI de Inovação, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no apoio à aceleração da agenda de inovação no país.

A MEI conta hoje com cerca de 300 empresas e, além de apresentar propostas de políticas públicas para a inovação, traz ainda ferramentas para apoiar indústrias nesse processo, como o MEI Tools, canal de informação constantemente atualizado sobre instrumentos de financiamento à inovação; e o Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação. “A inovação é o principal vetor de desenvolvimento do Brasil”, afirmou Gianna.

Fonte: CNI