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The Brazilian Society for the Progress of Science (SBPC) promoted yesterday (7) a “virtual march” for science. The objective of the initiative is to draw the attention of authorities and society to the importance of research in the country and the strengthening of public policies to support the construction of scientific knowledge, such as increasing investments and expanding the structure for this practice.

Due to the march, the Minister of Science, Technology, Innovations and Communications, Marcos Pontes, released a video on the social media channels of the Ministry announcing that the government is investing R$ 100 million in actions related to combat research to covid-19. Pontes added that R$ 352 million was released last Wednesday (6) for level four biosafety laboratories, which can contribute to research to face new pandemics. In addition, another R$ 600 million is being contributed by the Financier of Studies and Projects (Finep) for this purpose.

Strengthening the scientific sector

The “march” consisted of several virtual debates on various topics, from the pandemic to the challenges of science, technology & innovation (CT&I), including discussions on contemporary themes.

In one of these debates, representatives of the main entities in the sector pointed out the need to strengthen policies aimed at CT&I. The president of the Brazilian Academy of Sciences (ABC), Luiz Davidovich, stressed that the pandemic is bringing a reassessment of the role of the State and of ST&I institutions.

“These institutions have shown fantastic strength. Universities adapting laboratories to face crisis. This shows that despite the successive cuts, science is alive facing the emergencies that appear ”, he commented.

Oswaldo Cruz Foundation researcher Carlos Gadelha pointed out how the pandemic highlights the limitations of CT&I in the country, citing as an example the fact that the country spends US $ 20 billion on imports, royalties and technology transfer in the health area, almost the equivalent of ministry budget (which according to the 2020 Annual Budget Law is R $ 125.6 billion).

“Our health spending is not generating wealth in the country. In the area of ​​fans, our imports have quintupled in the last 20 years. We have to get on our knees to buy components. In the area of ​​drugs, 94% of what we need is imported. We can’t just sell primary products and we don’t generate knowledge in that country, ”he said.

Challenges

This health scenario illustrates the challenges of knowledge production in Brazil highlighted by the participants in the debate. Brazil is currently the 11th country in the global ranking in scientific production. The country has 200,000 researchers, a number that in proportion to 1 million inhabitants is below several nations, such as Argentina, the United States, the countries of the European Union, South Korea and Israel.

The president of SBPC, Ildeu Moreira, highlighted that the budget of the main institutions and funds in the area has decreased by less than half in the last seven years. The Ministry of Science, Technology Innovations and Communications (MCTIC) reached R $ 8 billion in 2013 and is now at R $ 3.5 billion. The Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (Capes), responsible for graduate scholarships, had its budget reduced from R $ 7.4 billion to R $ 3.2 billion in the same period.

The National Fund for Scientific and Technological Development (FNDCT) has more than 90% of the contingent resource. The fund was threatened by the proposed amendment to the Constitution that extinguished several sources of revenue of this type. But during the process in Congress, which has not yet been concluded, the FNDCT was withdrawn from the proposal after pressure from research entities.

“The big challenge is that CT&I is integrated into a nation project. May it be democratic, sovereign, less unequal and with sustainable development. We can do more if we are supported and embedded in a nation project. Can we improve? Yes, but we need to be part of this project ”, defended the entity’s president.

For the chairman of the board of state research support foundations, Fábio Gomes, the country is missing the opportunity to contribute to the worldwide effort to put science to fight the pandemic of the new coronavirus. “Although the academic community is available to fight, at the local level, from the federal point of view there is no movement in this direction. On the contrary, there is a denial of reality and it is built on false premises ”, he said.

The president of the National Association of Graduate Students, Flávia Galé, added to the list of measures in recent years successive cuts in scholarships. She recalled that the value of graduate scholarships has not been adjusted for seven years. “This is not a benefit, but fundamental remuneration. Science is not only done with a laboratory, but with researchers ”, he commented.

Innovation

The Innovation Director of the National Industry Confederation (CNI), Gianna Sagazio, defended greater application of knowledge in industrial solutions. She recalled that Brazil was ranked 66 in the Global Innovation Index in 2019 and is not investing in the sector like other nations.

“What is happening in the USA, Europe, China is that there is recognition by the government and society that investing in ST&I is a priority and a vector for development. This recognition corresponds to the availability of instruments, the formulation of policies and financial resources sustained over the years. The OECD [Organization for Economic Cooperation and Development] has invested in R&D above 2% of GDP. In Brazil, until the last available data, we have less than 1.3% of GDP ”, exemplified Gianna Sagazio.

Source: Agência Brasil

Brasil: Evento virtual incentiva fortalecimento de conhecimento científico

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promoveu ontem (7) uma “marcha virtual” pela ciência. O objetivo da iniciativa é chamar a atenção de autoridades e da sociedade para a importância da pesquisa no país e do fortalecimento de políticas públicas de apoio à construção de conhecimento científico, como o aumento de investimentos e ampliação da estrutura para essa prática.

Em razão da marcha, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, divulgou nos canais de redes sociais da pasta um vídeo anunciando que o governo está investindo de R$ 100 milhões em ações relacionadas à pesquisa para combate à covid-19. Pontes acrescentou que foram liberados na última quarta-feira (6) R$ 352 milhões para laboratórios de biossegurança nível quatro, que podem contribuir com pesquisas para enfrentar novas pandemias. Além disso, estão sendo aportados mais R$ 600 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para essa finalidade.

Fortalecimento da ciência

A “marcha” consistiu em diversos debates virtuais sobre temas variados, da pandemia aos desafios da ciência, tecnologia & inovação (CT&I), passando por discussões sobre temas contemporâneos.

Em um desses debates, representantes das principais entidades do setor apontaram a necessidade de fortalecer as políticas voltadas à CT&I. O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, ressaltou que a pandemia está trazendo uma reavaliação do papel do Estado e das instituições de CT&I.

“Estas instituições têm demonstrado força fantástica. Universidades adaptando laboratórios para enfrentar crise. Isso mostra que apesar dos cortes sucessivos a ciência está viva enfrentando as emergências que aparecem”, comentou.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Carlos Gadelha apontou como a pandemia evidencia as limitações da CT&I no país, mencionando como exemplo o fato de o país gastar em importações, royalties e transferência de tecnologia US$ 20 bilhões na área de saúde, quase o equivalente ao orçamento do ministério (que segundo a Lei Orçamentária Anual de 2020 é de R$ 125,6 bilhões).

“Nosso gasto em saúde não está gerando riqueza no país. Na área de ventiladores, nossas importações quintuplicaram nos últimos 20 anos. Temos que ficar de joelhos para comprar componentes. Na área de fármacos, 94% dos que a gente precisa são importados. A gente não pode apenas vender produtos primários e não gerarmos conhecimento nesse país”, destacou.

Desafios

Esse cenário na saúde ilustra os desafios da produção de conhecimento no Brasil assinalados pelos participantes do debate. O Brasil é atualmente o 11º país no ranking global em produção científica. O país possui 200 mil pesquisadores, número que na proporção por 1 milhão de habitantes fica abaixo de diversas nações, como Argentina, Estados Unidos, os países da União Europeia, Coreia do Sul e Israel.

O presidente da SBPC, Ildeu Moreira, destacou que o orçamento das principais instituições e fundos da área diminuiu a menos da metade nos últimos sete anos. O do Ministério de Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC) chegou a R$ 8 bilhões em 2013 e agora está em R$ 3,5 bilhões. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por bolsas de pós-graduação, teve o orçamento reduzido de R$ 7,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões no mesmo período.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) está com mais de 90% do recurso contingenciado. O fundo foi ameaçado pela proposta de emenda à Constituição que extinguia diversas fontes de receita deste tipo. Mas durante a tramitação no Congresso, que ainda não foi concluída, o FNDCT foi retirado da proposta após pressão das entidades de pesquisa.

“O grande desafio é que CT&I esteja integrada em um projeto de nação. Que seja democrático, soberano, menos desigual e com desenvolvimento sustentável. Podemos fazer mais se tivermos apoio e encaixados em um projeto de nação. Podemos melhorar? Sim, mas precisamos estar inseridas neste projeto”, defendeu o presidente da entidade.

Para o presidente do conselho das fundações de amparo à pesquisa estaduais, Fábio Gomes, o país está perdendo a oportunidade de contribuir com o esforço mundial de colocar a ciência para combater a pandemia do novo coronavírus. “Apesar de a comunidade acadêmica estar à disposição lutando, no âmbito local, do ponto de vista federal não há movimento neste sentido. Há ao contrário, de negar a realidade e ela ser construída sob falsas premissas”, opinou.

A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Flávia Galé, acrescentou à lista das medidas em anos recentes sucessivos cortes de bolsas. Ela lembrou que o valor das bolsas de pós-graduação não é reajustado há sete anos. “Esta não é benesse, mas remuneração fundamental. Não se faz ciência só com laboratório, mas com pesquisadores”, comentou.

Inovação

A diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gianna Sagazio, defendeu maior aplicação dos conhecimentos em soluções industriais. Ela lembrou que o Brasil ficou na 66ª posição no Índice Global de Inovação em 2019 e não está investindo no setor como outras nações.

“O que está ocorrendo nos EUA, Europa, China é que existe um reconhecimento pelo governo e sociedade que investir em CT&I é prioridade e é vetor para o desenvolvimento. A este reconhecimento corresponde à disponibilização de instrumentos, a formulação de políticas e recursos financeiros sustentados ao longo dos anos. A OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] tem investido em P&D acima de 2% do PIB. No Brasil, até o último dado disponível temos menos de 1,3% do PIB”, exemplificou Gianna Sagazio.

Fonte: Agência Brasil