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The Brazilian Institute of Applied Economic Research (Ipea) projects a 2.5% growth in the Gross Domestic Product (GDP) of the Brazilian agricultural sector. The result considers the effects of the covid-19 pandemic.

According to the letter released yesterday (26) by the agency, the growth is based on the crop forecast announced by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). According to Ipea, if you consider the harvest of the National Supply Company (Conab), the growth should be 2.3%.

In the case of livestock, the result takes into account the production volume estimated by the Quarterly Surveys of Animal Slaughter, Milk, Leather and Chicken Egg Production from IBGE and by the estimates of the United States Department of Agriculture, considered in the econometric model of Ipea.

The survey of the institute goes beyond the base scenario and, projecting an eventual stress scenario, in which part of the production is affected by events related to the coronavirus, reached a result in which the performance is positive, but with a lower growth of 1.3% for 2020. According to Ipea, this growth would be sustained mainly by farming.

“The crop has a projected advance of 2.8%, supported by the production of soy and coffee (6.7% and 1.5%, respectively). Sugarcane is the crop that may suffer the greatest impact due to covid-19 and the reduction in the international price of oil and, in this context of stress, may have a 1.9% drop in production”, details Ipea.

Changes in consumption

According to the economist and researcher at Ipea, Fábio Servo, it was possible to observe that the social distance imposed by the pandemic resulted in a change in the consumption patterns of the population, resulting in “peaks of demand” that boosted the prices of products such as rice, bananas , coffee and eggs. “We noticed a drop in food services and a preference for less noble cuts of meat. Even so, crop production sustained the positive result of the agricultural sector,” said the researcher.

With regard to exports, agricultural products registered an increase of 7% between January and April 2020, in comparison with the same period last year. Comparing the first four months of this year with 2019, the survey shows that beef exports grew “strongly” and reached 26.5%.

According to the document, part of the result is explained by the reopening of fresh meat in February for the Chinese market. Exports to that country registered a growth of 138% between January and April, in comparison with the first four months of last year.

Imports

Imports of agroindustrial products, on the other hand, fell by 5.5% between January and April 2020, in comparison with the same period in 2019. Ipea, however, recalls that the value of Brazilian imports of these products (agroindustrials) is “very lower than that of exports ”, and that, therefore, the impact on the agribusiness trade balance is small.

“Wheat and malt – the two products with the highest value on the tariff – were responsible for this result, with reductions of 8.2% and 11.3%, respectively, in the imported value”, says the study.

Source: Agência Brasil

Brasil: Setor agropecuário pode crescer até 2,5% apesar da covid-19

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário brasileiro. O resultado considera os efeitos da pandemia de covid-19.

De acordo com a Carta de Conjuntura, divulgada ontem (26) pelo órgão, o crescimento tem como base a previsão de safra anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Ipea, caso se considere a safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o crescimento deve ser de 2,3%.

No caso da pecuária, o resultado leva em consideração o volume de produção estimado pelas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha do IBGE e pelas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, considerados no modelo econométrico do Ipea.

O levantamento do instituto vai além do cenário base e, projetando um eventual cenário de estresse, no qual parte da produção seja afetada por eventos relacionados ao coronavírus, chegou a um resultado em que o desempenho é positivo, mas com um crescimento menor, de 1,3% para 2020. De acordo com o Ipea, esse crescimento seria sustentado principalmente pela lavoura.

“A lavoura tem um avanço projetado de 2,8%, sustentado pelas produções de soja e café (6,7% e 1,5%, respectivamente). A cana-de-açúcar é a cultura que pode sofrer maior impacto decorrente da covid-19 e da redução do preço internacional do petróleo e, neste contexto de estresse, pode ter queda de 1,9% na produção”, detalha o Ipea.

Mudanças no consumo

De acordo com o economista e pesquisador do Ipea, Fábio Servo, foi possível observar que o distanciamento social imposto pela pandemia resultou em mudança nos padrões de consumo da população, resultando em “picos de demanda” que impulsionaram os preços de produtos como arroz, banana, café e ovos. “Verificamos queda nos food services e preferência por cortes de carne menos nobres. Ainda assim, a produção da lavoura sustentou o resultado positivo do setor agropecuário”, afirmou o pesquisador.

Com relação às exportações, os produtos agropecuários registraram aumento de 7% entre janeiro e abril de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Comparando os quatro primeiros meses deste ano com 2019, o levantamento mostra que as exportações de carne bovina cresceram “fortemente” e atingiram 26,5%.

Segundo o documento, parte do resultado é explicado pela reabertura da carne in natura, em fevereiro para o mercado chinês. As exportações para aquele país registraram um crescimento de 138% entre janeiro e abril, na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado.

Importações

Já as importações de produtos agroindustriais registraram queda de 5,5% entre janeiro e abril de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. O Ipea, no entanto, lembra que o valor das importações brasileiras desses produtos (agroindustriais) é “muito inferior ao das exportações”, e que, por isso, o impacto na balança comercial do agronegócio é pequeno.

“O trigo e o malte – os dois produtos de maior valor da pauta – foram responsáveis por esse resultado, com reduções de 8,2% e 11,3%, respectivamente, no valor importado”, diz o estudo.

Fonte: Agência Brasil