Photo: Complexo Industrial Portuário de Suape / Flickr (cc-by-sa-2.0)

With the theme “More infrastructure, less cost and more foreign market”, the 39th National Foreign Trade Meeting (ENAEX) served as a platform for the productive sector to highlight to government leaders the importance of reducing the “country cost” to increase competitiveness and Brazil’s participation in the global market. The significant reduction in the participation of Brazilian manufactured products in exports was pointed out as proof that the country urgently needs to adopt measures such as the approval of tax and administrative reforms, reducing the bureaucracy of processes and investing in infrastructure.

The president of the Brazilian Foreign Trade Association (AEB), José Augusto de Castro, pointed out that exports of manufactured products represented 59% of the total in 2000 and currently represent 24%, which represents the loss of billions in foreign exchange and thousands of jobs in the country.

“This drop is due to the continuous increase in the “country cost”, which has taken away the competitiveness of Brazilian manufactured products. The solution to this situation depends on Brazil doing its homework, that is, approving the indispensable structural reforms, investing and creating conditions for investment in infrastructure, reducing bureaucracy, among other factors”, commented José Augusto. He recalled that, in the 1980s, Brazil exported more manufactured products than commodities and had a larger share of foreign trade than China.

The Director of Industrial Development of the National Confederation of Industry (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, stressed that external demand is an essential lever for Brazil to emerge from the crisis generated by the contraction of domestic demand. For Abijaodi, the country needs to work on two fronts to better take advantage of international trade opportunities. The first is the improvement of commercial policy with a focus on improving the business environment. The second is an effort to internationalize national companies, especially micro, small and medium-sized companies.

“The moment of crisis is favorable for the adoption of a National Foreign Trade Strategy, which would allow us to establish clear objectives, goals and indicators, as well as commitments on both the government and the private sector side. Advanced economies like the United States and the European Union adopt an instrument of this nature to expand public-private coordination,” he commented.

He stressed the importance of completing the Single Foreign Trade Portal in 2021, strengthening the export financing and guarantee system and negotiating to avoid double taxation with strategic markets such as the United States, Germany and the United Kingdom.

President Jair Bolsonaro took advantage of ENAEX to highlight the advances that Brazil has made in foreign trade during his term. “We are building a more open, more competitive and more prosperous Brazil, eliminating costs and removing barriers for the productive sector. The model of privatizations and concessions underway in the country, especially under the PPI, has great potential and is eliminating bureaucracy to attract more private investments in the infrastructure sector. We closed free trade agreements with the European Union and the European Free Trade Association,” he said.

The president also said that Brazil has been working to gain access to the government procurement agreement, which will allow national companies to compete, under equal conditions, in a market of around US$ 1.7 trillion a year.

The opening of ENAEX also counted on the participation of the director-president of the Brazilian Small Business Support Service (SEBRAE), Carlos Melles, president of Apex-Brasil, Sergio Segovia, of the president of the National Confederation of Trade in Goods, Services and Tourism (CNC), José Roberto Tadros, and the President of Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto. The event, which runs until tomorrow with online meetings and debates, also marked the celebration of AEB’s 50th anniversary.

Source: CNI News Agency

Reformas são essenciais para o Brasil ampliar a participação no comércio exterior

Com o tema “Mais infraestrutura, menos custo e mais mercado externo”, o 39º Encontro Nacional do Comércio Exterior (ENAEX) serviu de plataforma para o setor produtivo reforçar às lideranças governamentais a importância da redução do custo-Brasil para aumentar a competitividade e a participação do Brasil no mercado global.  A expressiva redução da participação dos produtos manufaturados brasileiros nas exportações foi apontada como prova de que o país precisa urgentemente adotar medidas como a aprovação das reformas tributária e administrativa, desburocratizar processos e investir em infraestrutura.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destacou que as exportações de produtos manufaturados representavam 59% do total em 2000 e atualmente são 24%, o que representa a perda de bilhões em divisas e milhares de empregos no país.

“Essa queda decorre da contínua elevação do custo-Brasil que tirou a competitividade dos produtos manufaturados brasileiros. A solução para este quadro depende de o Brasil fazer o seu dever de casa, ou seja, aprovar as indispensáveis reformas estruturais, investir e criar condições para o investimento em infraestrutura, reduzir a burocracia entre outros fatores”, comentou José Augusto. Ele lembrou que, na década de 1980, o Brasil exportava mais produtos manufaturados que comodities e tinha uma participação no comércio exterior maior que a China.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, destacou que a demanda externa é uma alavanca essencial para o Brasil sair da crise gerada pela contração da demanda interna. Para Abijaodi, o país precisa trabalhar em duas frentes para melhor aproveitar as oportunidades do comércio internacional. A primeira é o aperfeiçoamento da política comercial com foco na melhoria do ambiente de negócios. A segunda é um esforço de internacionalização das empresas nacionais, sobretudo as micro, pequenas e médias.

“O momento de crise é propício para a adoção de uma Estratégia Nacional de Comércio Exterior, que nos permitiria estabelecer objetivos, metas e indicadores claros, bem como compromissos tanto do lado do governo quanto do lado do setor privado. Economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia adotam um instrumento dessa natureza para ampliar a coordenação público-privada”, comentou. 

Ele frisou a importância da conclusão do Portal Único de Comércio Exterior em 2021, do fortalecimento do sistema de financiamento e garantias às exportações e das negociações para evitar a dupla tributação com mercados estratégicos como os Estados Unidos, Alemanha e o Reino Unido.  

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou o ENAEX para ressaltar avanços que o Brasil teve no comércio exterior na sua gestão. “Estamos construindo um Brasil mais aberto, mais competitivo e mais próspero, eliminando custos e removendo entraves para o setor produtivo. O modelo de privatizações e concessões em curso no país, em especial no âmbito do PPI, tem grande potencial e está eliminando a burocracia para atrair mais investimentos privados no setor de infraestrutura. Fechamos acordos de livre comércio com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio”, afirmou.

O presidente disse ainda que o Brasil tem trabalhado para ter acesso ao acordo de compras governamentais, que permitirá que as empresas nacionais passem a concorrer, sob condições de igualdade, em um mercado de cerca de US$ 1,7 trilhão ao ano.  

A abertura do ENAEX contou ainda com a participação do diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena Empresa (SEBRAE), Carlos Melles, presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, do presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, e do presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto. O evento, que vai até amanhã com reuniões e debates on-line, também marcou a comemoração dos 50 anos da AEB.

Fonte: Agência CNI de Notícias