Photo: Apex-Brasil

Themes like precision agriculture and low carbon technology in food production were discussed last Monday (23) at an event organized by the Brazilian Export and Investment Promotion Agency (Apex-Brasil) in partnership with the European Landowners’ Organization (ELO).

The “Dialogue on Sustainable Food and Agriculture: Leading the transition” brought together Brazilian and European panelists in an online discussion, inspired by the Farm to Fork strategy, developed by the European Commission to seek a sustainable food production system. The webinar was conceived from the realization that food and agriculture are in a necessary transition, with a growing awareness of the profound impacts of agricultural activities on the planet.

At the opening of the event, the Brazilian ambassador to the European Union, Marcos Galvão highlighted the importance of dialogue with European farmers represented by ELO. “Both Brazil and the European Union have a leading role in ensuring that agriculture and food production are a strong driver of a more sustainable world economy with less impact on climate change”.

ELO’s Secretary General, Thierry de l’Escaille, recalled that the adoption of sustainable farming practices has never been more urgent and the green transition will affect the lives of all of us. “We need to help our farmers to go through it with policies built with strong participation from both the public and private sectors, enabling the use of correct practices and tools, two of which are precision and low carbon agriculture, which we are discussing here today”.

Jonathan Brooks, from the OECD’s Agricultural Policy Division, gave a presentation on the paths to a more sustainable agricultural system, highlighting that increasing productivity is essential for sustainability in agriculture, as it involves using less scarce resources to produce a particular product. But he warned that this will not be enough if there are no policies consistent with environmental and climate objectives, which will lead to difficult negotiations between competing objectives.

“The European Union and Brazil have strong ambitions to improve the sustainability of agriculture, but agricultural policies in most countries are failing and the complexity of getting it right is reflected in what we call the“ triple challenge ”- ensuring food and nutritional security, providing means subsistence and contribute to the sustainable use of resources. It’s never just one thing,” he said.

The debate continued with the participation of Nicola Di Virgilio from DG AGRI (TBC), Anke Kwast from Yara, and Fabio Nehme from Indigo Agriculture, from the studio set up in Brussels; and João Adrien, advisor to the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply (MAPA), Marcio Albuquerque, president of MAPA’s Brazilian Precision Agriculture Commission, and Eduardo Bastos, of the Brazilian Agribusiness Association (ABAG), from the studio in Brasilia. The debate also had questions moderated by Jurgen Tack, Scientific Director of ELO and Renata Maron, journalist for the Brazilian channel Terraviva.

About the themes

Precision farming is a management concept focused on observing near real time, measuring responses to variability in crops, fields and animals. Its adoption was possible thanks to the rapid development of technologies and procedures based on information technology and dedicated software.

Low-carbon agriculture refers to agricultural activities that affect carbon reservoirs in soils and vegetation, with the aim of reducing emissions, increasing carbon removal and storage and protecting soils rich in material (climate mitigation with practices land management). It is based on relevant agricultural practices to increase carbon sequestration and reduce greenhouse gas emissions.

About the partners

The European Landowners’ Organization (ELO) is a federation of 60 national associations from the 28 EU Member States, representing European farmers. In Brazil, the event was supported by important entities in the sector: ABAG – Brazilian Agribusiness Association, ABIEC – Brazilian Meat Industry Association, ABPA – Brazilian Animal Protein Association, CNA – Brazilian Agriculture and Livestock Confederation, SRB -Society Rural Brasileira and UNICA – Union of the Sugarcane Industry.

Source: Apex-Brasil

Brasil e União Europeia debatem tecnologias e políticas para a produção sustentável de alimentos

A agricultura de precisão e a tecnologia de baixo carbono na produção de alimentos foram debatidas na última segunda-feira (23) em evento organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a European Landowners’ Organization (ELO).

O “Diálogo sobre Alimentos e Agricultura Sustentáveis: Liderando a transição” reuniu debatedores brasileiros e europeus em uma discussão online, inspirada na estratégia Farm to Fork, desenvolvida pela Comissão Europeia para buscar um sistema de produção alimentar sustentável. O webinar foi concebido a partir da constatação de que a alimentação e a agricultura estão em uma transição necessária, com uma crescente consciência dos profundos impactos das atividades agrícolas sobre o planeta.

Na abertura do evento, o embaixador do Brasil para a União Europeia, Marcos Galvão destacou a importância do diálogo com os agricultores europeus representados pela ELO. “Tanto o Brasil quanto a União Europeia tem um papel de liderança em garantir que a agricultura e produção de alimentos sejam um forte direcionador de uma economia mundial mais sustentável e com menor impacto nas mudanças climáticas”.

O Secretário-Geral da ELO, Thierry de l’Escaille, lembrou que a adoção de práticas sustentáveis de agricultura nunca foi tão urgente e a transição verde vai afetar as vidas de todos nos. “Precisamos ajudar nossos agricultores a passar por ela com políticas construídas com forte participação tanto do setor público quanto do privado, viabilizando o uso de práticas e ferramentas corretas, sendo que duas delas são a agricultura de precisão e a de baixo carbono, que estamos discutindo aqui hoje”.

Jonathan Brooks, da Divisão de Políticas Agrícolas da OCDE fez uma apresentação sobre os caminhos para um sistema agrícola mais sustentável destacando que o aumento de produtividade é essencial para a sustentabilidade na agricultura, na medida em que envolve o uso de menos recursos escassos para produzir um determinado produto. Mas alertou que isso não será suficiente se não houver políticas coerentes com os objetivos ambientais e climáticos, que implicarão em difíceis negociações entre objetivos concorrentes.

“União Europeia e Brasil têm fortes ambições para melhorar a sustentabilidade da agricultura, mas as políticas agrícolas na maioria dos países estão falhando e a complexidade de acertar se reflete no que chamamos de “triplo desafio” – garantir a segurança alimentar e nutricional, prover meios de subsistência e contribuir para o uso sustentável dos recursos. Nunca se trata de apenas uma coisa”, disse.

O debate seguiu com a participação de Nicola Di Virgilio da DG AGRI (TBC), Anke Kwast da empresa Yara, e Fabio Nehme da Indigo Agriculture, a partir do estúdio montado em Bruxelas; e João Adrien, assessor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Marcio Albuquerque, presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão do MAPA, e Eduardo Bastos, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a partir do estúdio em Brasilia. O debate teve ainda perguntas moderadas por Jurgen Tack,Diretor Cientifico da ELO e Renata Maron, jornalista do canal brasileiro Terraviva.

Sobre os temas

A agricultura de precisão é um conceito de gerenciamento focado na observação quase em tempo real, na medição de respostas à variabilidade em culturas, campos e animais. Sua adoção foi possível graças ao rápido desenvolvimento de tecnologias e procedimentos baseados em tecnologia da informação e softwares dedicados.

Já a agricultura de baixo carbono se refere às atividades agrícolas que afetam os reservatórios de carbono nos solos e vegetação, com o objetivo de diminuir as emissões, aumentar a remoção e o armazenamento de carbono e proteger os solos ricos no material (mitigação climática com práticas de manejo da terra). Baseia-se em práticas agrícolas relevantes para aumentar o sequestro de carbono e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Sobre os parceiros

A European Landowners’ Organization (ELO) é uma federação de 60 associações nacionais dos 28 Estados-membros da UE, que representam os agricultores europeus. No Brasil, o evento foi apoiado importantes entidades do setor: ABAG -Associação Brasileira do Agronegócio , ABIEC – Associação Brasileira da Industria Exportadora de Carnes, ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, SRB -Sociedade Rural Brasileira e UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Fonte: Apex-Brasil