Photo: Complexo Industrial Portuário de Suape / Flickr (cc-by-sa-2.0)

The study “Tariff barriers faced by Brazilian exports: an international comparison”, by the National Confederation of Industry (CNI), shows that Brazilian exports are subject to import tariffs that cost, on average, twice those applied to countries with geographic and economic characteristics similar to those in Brazil.

The average import tariff applied to Brazilian products abroad is 4.6%, while the average of the other countries analyzed by the study is 2.3%.

Among the 18 countries selected by the study, Brazil is the one that is subject to the third highest import tariff (4.6%) when seeking access to foreign markets. The country is only behind Argentina (5.3%) and India (4.8%).

In Latin America, with the exception of Argentina and Brazil, the other countries stand out for the low average tariff they are subject to when exporting their products: Colombia (1.2%), Chile (1.2%), Peru (1 .1%) and Mexico (0.4%).

In the BRICS group, Brazil’s tariff is the second highest, behind India, but it is lower than that of other economies: China (3.7%), South Africa (2.4%) and Russia (2.0%).

The study shows that, considering only industrialized products, Brazil has the fourth highest tariff among the selected countries. The tariff is 3.3%, second only to those registered by India (4.4%), Indonesia (3.8%) and China (3.6%).

Brazil needs to advance in the trade agreement agenda

The CNI Industrial Development superintendent, João Emilio Gonçalves, explains that what contributes to Brazil facing one of the highest import tariffs among the selected countries is the fact that Brazil has few preferential trade agreements and also a list of products from processed foods that have more tariff barriers. Currently, the countries with which Brazil has an agreement represent 7% of world trade”.

In the superintendent’s assessment, the data suggest that Brazil needs to advance in the agenda of trade agreements, bilateral or multilateral, in order to reduce the tariff barriers currently faced by its exports.

In addition to the conclusion of the agreement between Mercosur and the European Union, the CNI advocates that Brazil internalize the agreement with the European Free Trade Association (EFTA) and advance negotiations with Canada, Central American countries, Mexico, the United Kingdom and South Africa. Furthermore, they defend an agenda of dialogue with the United States. These partners are the main ones because they represent more trade opportunities in high added value goods, services and investments.

“These are agreements that will guarantee the opening of trade in Brazil with a counterpart from other countries, such as a reduction in import tariffs and transition periods, which are essential for companies to make the necessary adjustments to compete in a more competitive market. competitive,” says Gonçalves.

He points out that there are still non-tariff barriers faced by Brazilian products abroad that are not covered in this study, such as import licenses and sanitary and phytosanitary barriers.

“In some cases, they can be even more decisive than tariffs in preventing the access of our products to the foreign market”, says the superintendent.

In a potential export market, the average tariff is 6.1%

The study also analyzed the average tariff practiced in the so-called potential market, that is, the one that takes into account the access of exports to destinations that are still little explored or even not currently accessed.

In this context, the average import tariff to which Brazilian exports would be subject is 6.1%. On average for the other countries evaluated, this tariff is 3.4%.

These estimates are not calculated based on the current profile of countries with regard to the relative share of export destination markets, but based on the potential profile, taking into account the possible access to markets that are still under-accessed or even to markets not currently accessed.

In the comparison among the 18 selected countries, Brazil is in second place with the highest tariff, only behind Argentina (9.6%). Peru and South Korea, on the other hand, are the countries facing the lowest tariff, at 1.7%. This illustrates Brazil’s greater difficulty in conquering new markets and confirms the importance of seeking to conclude more preferential trade agreements.

Source: CNI News Agency

Exportações brasileiras enfrentam tarifa média de importação de 4,6%

O estudo Barreiras tarifárias enfrentadas pelas exportações brasileiras: uma comparação internacional, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que as exportações brasileiras estão sujeitas a tarifas de importação que custam, em média, o dobro das aplicadas a países com características geográficas e econômicas semelhantes às do Brasil. 

A tarifa média de importação aplicada aos produtos brasileiros no exterior é de 4,6%, enquanto na média dos demais países analisados pelo estudo ela é de 2,3%.

Entre os 18 países selecionados pelo estudo, o Brasil é aquele que está submetido à terceira maior tarifa de importação (4,6%) quando busca acessar mercados estrangeiros. O país está atrás apenas da Argentina (5,3%) e da Índia (4,8%).

Na América Latina, com exceção da Argentina e do Brasil, os demais países chamam a atenção pela baixa tarifa média a que estão sujeitos ao exportar seus produtos: Colômbia (1,2%), Chile (1,2%), Peru (1,1%) e México (0,4%). 

No grupo dos BRICS, a tarifa do Brasil é a segunda maior, atrás da Índia, mas é inferior à das demais economias: China (3,7%), África do Sul (2,4%) e Rússia (2,0%).

O estudo mostra que, considerando apenas os produtos industrializados, o Brasil possui a quarta maior tarifa entre os países selecionados. A tarifa é de 3,3%, atrás apenas das registradas pela Índia (4,4%), Indonésia (3,8%) e China (3,6%).

Brasil precisa avançar na agenda de acordos comerciais

O superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves, explica que o que contribui para o Brasil enfrentar uma das mais altas tarifas de importação entre os países selecionados é o fato do Brasil ter poucos acordos preferenciais de comércio e também uma pauta de produtos de alimentos processados que possuem mais barreiras tarifárias. Atualmente, os países com que o Brasil tem acordo representam 7% do comércio mundial”.

Na avaliação do superintendente, os dados sugerem que o Brasil precisa avançar na agenda de acordos comerciais, bilaterais ou multilaterais, de modo a reduzir as barreiras tarifárias atualmente enfrentadas por suas exportações. 

Além da conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a CNI defende que o Brasil internalize o acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e avance nas negociações com o Canadá, países da América Central, México, Reino Unido e África do Sul. Além disso, defendem uma agenda de diálogo com os Estados Unidos. Esses parceiros são os principais pois representam mais oportunidades de comércio em bens de alto valor agregado, serviços e investimentos.

“Trata-se de acordos que vão garantir a abertura comercial do Brasil com uma contrapartida dos outros países, como redução justamente das tarifas de importação e períodos de transição, que são essenciais para que as empresas façam os ajustes necessários para concorrer em um mercado mais competitivo”, afirma Gonçalves.

Ele ressalta que há ainda barreiras não tarifárias enfrentadas por produtos brasileiros no exterior e que não são contempladas neste estudo, como licenças de importação e barreiras sanitárias e fitossanitárias. 

“Em alguns casos, elas podem ser ainda mais determinantes do que as tarifárias para impedir o acesso de nossos produtos ao mercado externo”, diz o superintendente.

Em mercado potencial de exportações, tarifa média é de 6,1%

O estudo analisou também a tarifa média praticada no chamado mercado potencial, ou seja, aquele que leva em consideração o acesso das exportações a destinos ainda pouco explorados ou até mesmo não acessados atualmente. 

Nesse recorte, a tarifa média de importação à qual as exportações brasileiras estariam sujeitas é de 6,1%. Na média dos outros países avaliados, essa tarifa é de 3,4%. 

Essas estimativas não são calculadas com base no perfil atual dos países no que diz respeito à participação relativa dos mercados de destino das exportações, mas sim com base no perfil potencial, levando-se em consideração o possível acesso a mercados ainda pouco acessados ou até mesmo a mercados não acessados atualmente.

Na comparação entre os 18 países selecionados, o Brasil fica no segundo lugar com maior tarifa, atrás apenas da Argentina (9,6%). Já o Peru e a Coreia do Sul são os países que enfrentam a menor tarifa, de 1,7%. Isso ilustra a maior dificuldade do Brasil de conquistar novos mercados e corrobora a importância de se buscar celebrar mais acordos preferenciais de comércio.

Fonte: Agência CNI de Notícias