Photo: Claus Bunks/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

The economic crisis caused by the Covid-19 pandemic caused foreign trade in Latin America and the Caribbean to record the worst performance since the global financial crisis of 2008 and 2009. The value of exports in the region fell 13% in 2020, while imports dropped 20%.

The figures appear in a report released last week by the Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC).

Despite the retraction in foreign sales, the contraction was lower than expected in August last year, when the agency had projected a drop of 23% in the value exported for 2020.

According to the document, the pandemic has aggravated the trend of commercial and productive disintegration that has been manifesting in Latin America and the Caribbean since the middle of the past decade. To reverse the situation, ECLAC recommends that countries in the region promote a shared trade facilitation agenda; investments in transport and logistics infrastructure and digital cooperation in sectors that can boost the economy.

In ECLAC’s assessment, intra-regional trade helps to diversify production and internationalize companies, especially smaller ones. Latin American integration, the agency points out, also helps to reduce gender equality in trade, by boosting the participation of women entrepreneurs in regional productive chains and in dynamic sectors.

Commodities

The report also points out that the recovery in commodity prices from the second half helped to stem the drop in exports. However, ECLAC warns, this improvement may be temporary, if uncertainties are confirmed in Latin American countries, such as new waves of cases of covid-19 and slow access to vaccination.

In the division by sub-regions, Central America had the smallest drop in exports in 2020, just 2%. This is due, according to ECLAC, to the fact that trade in Central American countries is concentrated on essential products, such as pharmaceutical and agrifood goods. Exports dropped 16% in the Caribbean and 13% (same value as the regional average) in South America and Mexico.

Gender inequalities

For the first time, the report presented a special chapter on gender inequalities in international trade. According to ECLAC, which analyzed ten countries in South America and Mexico, one in ten employed women was in export-related sectors, while male labor is employed in all export sectors.

According to the survey, women are concentrated in a few export activities, such as the textile and clothing industry and tourism (in the case of exported services). With the covid-19 pandemic and the closing of borders, Cepal pointed out, these were just some of the sectors most affected, with restrictions on mobility and the retraction of trade impacting workers in these segments.

For ECLAC, strengthening regional integration and productive complementation ensures the participation of women in strategic sectors to reduce gender inequalities in a post-pandemic world. The agency also suggests the incorporation of clauses related to the topic in commercial agreements and disciplines and the promotion of women’s access to credit, technologies and employment in dynamic sectors. The report recommends supporting the internationalization of companies led by women.

Source: Agência Brasil

Cepal: exportações da América Latina e do Caribe caíram 13% em 2020

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) fez o comércio exterior na América Latina e no Caribe registrar o pior desempenho desde a crise financeira global de 2008 e 2009. O valor das exportações na região caiu 13% em 2020, enquanto as importações recuaram 20%.

Os números constam de relatório divulgado na última semana pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). 

Apesar da retração nas vendas externas, a contração foi menor que a prevista em agosto do ano passado, quando o órgão tinha projetado queda de 23% no valor exportado para 2020.

Segundo o documento, a pandemia agravou a tendência de desintegração comercial e produtiva que se manifestava na América Latina e no Caribe desde meados da década passada. Para reverter o quadro, a Cepal recomenda que os países da região promovam uma agenda compartilhada de facilitação do comércio; investimentos em infraestrutura de transporte e de logística e cooperação digital em setores que podem dinamizar a economia.

Na avaliação da Cepal, o comércio intrarregional ajuda a diversificar a produção e a internacionalizar empresas, principalmente as de menor porte. A integração latino-americana, ressalta o órgão, também ajuda a reduzir a igualdade de gênero no comércio, ao impulsionar a participação de mulheres empreendedoras nas cadeias produtivas regionais e em setores dinamizadores.

Commodities

O relatório também ressalta que a recuperação dos preços das commodities a partir do segundo semestre ajudou a segurar a queda nas exportações. No entanto, adverte a Cepal, essa melhora pode ser temporária, caso se confirmem incertezas nos países latino-americanos, como novas ondas de casos da covid-19 e lentidão no acesso à vacinação.

Na divisão por sub-regiões, a América Central teve a menor queda nas exportações em 2020, de apenas 2%. Isso se deve, segundo a Cepal, ao fato de que o comércio nos países centro-americanos se concentra em produtos essenciais, como bens farmacêuticos e agroalimentares. As exportações recuaram 16% no Caribe e 13% (mesmo valor da média regional) na América do Sul e no México.

Desigualdades de gênero

Pela primeira vez, o relatório apresentou um capítulo especial sobre as desigualdades de gênero no comércio internacional. Segundo a Cepal, que analisou dez países da América do Sul e o México, uma em cada dez mulheres ocupadas estava em setores ligados à exportação, enquanto a mão de obra masculina é empregada em todos os setores exportadores.

De acordo com o levantamento, as mulheres estão concentradas em poucas atividades que exportam, como indústria têxtil e de confecção e o turismo (no caso de serviços exportados). Com a pandemia da covid-19 e o fechamento de fronteiras, destacou a Cepal, esses foram justamente alguns dos setores mais afetados, com as restrições à mobilidade e a retração do comércio impactando as trabalhadoras desses segmentos.

Para a Cepal, o fortalecimento da integração e da complementação produtiva regional assegura a participação das mulheres em setores estratégicos para reduzir as desigualdades de gênero num mundo pós-pandemia. O órgão também sugere a incorporação de cláusulas relacionadas ao tema em acordos e disciplinas comerciais e a promoção do acesso das mulheres ao crédito, às tecnologias e ao emprego em setores dinamizadores. O relatório recomenda o apoio à internacionalização de empresas lideradas por mulheres.

Fonte: Agência Brasil