Photo: Benoît Prieur / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

The new design of international trade involves adapting the globalization process, which will not be lost despite the pressure for greater protectionism generated by the pandemic, and Brazil needs to prepare and deepen its insertion in order to achieve more development.

This was one of the main themes of the event “Business Dialogue: new challenges and opportunities in international trade”, held on Tuesday (04), which was attended by the director-general of the World Trade Organization (WTO), Roberto Azevêdo; the president of the Council of the International Chamber of Commerce in Brazil (ICC Brasil), Daniel Feffer; and the president of the National Confederation of Industry (CNI), Robson Braga de Andrade.

“Globalization has no going back, but it can have a new face,” said Azevêdo.

According to him, these adaptations must go through a process that he called “just in case”, that is, be prepared for eventual drastic changes, uncontrolled events that can change the global value chains. Thus, working to minimize supply risks tends to gain space within companies and with repercussions on international trade.

The debate on the need for self-sufficiency in economies, which took shape with the pandemic, also took place in the debate and, in the view of the Director-General of the WTO, this is a valid concern at this time. But it is not sustainable in the long run because of the high costs and risks. “Concentration of production exposes the country to all risks, concentrated in its territory”.

Cooperation is essential to overcome global crises

Within this concept, Feffer, from ICC Brasil, said that cooperation is essential to overcome global crises. “International trade is a key factor that generates greater economic and social prosperity for countries, greater competitiveness for their economies and more jobs for their citizens.”

Azevêdo was also asked about the importance of the environment in the development of international trade. For him, this is an issue that “came to stay”, but he stressed that it is necessary to avoid becoming a reason to create forms of protectionism.

The CNI president added that, with the current crisis generated by the pandemic, countries tend to be more closed and to protect their companies and jobs more, which brings the need for a closer look at this scenario.

“This has impacted both domestic economies and international trade. Brazil, as a major producer of commodities, has shown results in this area ”, stated Robson Braga de Andrade.

Small and medium-sized companies are agents of economic recovery

In this context, everyone present at the debate emphasized the importance of small and medium-sized companies in Brazil as important agents of economic recovery and the need to gain more space in international trade. For the director general of the WTO, however, it is essential that they are trained for this reality, especially in online commerce, and that there is less bureaucracy.

Azevêdo also affirmed that the dispute “China x the United States” is a geopolitical and economic axis that will continue to dictate the international politics in the long term, and that there will not be a wide and fast reform in the WTO, as is the wish of some countries.

He is leaving the WTO leadership soon, after staying for seven years as director general, and made an assessment of the main learning he had during this period: “be absolutely aware that international cooperation does not work if you are not willing to understand diversity”.

Source: CNI News Agency

Roberto Azevêdo: Processo de globalização terá cara nova

O novo desenho do comércio internacional passa pela adaptação do processo de globalização, que não vai se perder mesmo com pressões para maior protecionismo geradas pela pandemia, e o Brasil precisa se preparar e aprofundar sua inserção a fim de conquistar mais desenvolvimento.

Esse foi um dos grandes temas do evento “Diálogo Empresarial: novos desafios e oportunidades no comércio internacional”, realizado nesta terça-feira (04), que contou com a presença do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; do presidente do Conselho Superior da Câmara de Comércio Internacional no Brasil (ICC Brasil), Daniel Feffer; e do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

“A globalização não tem volta, mas ela pode ter uma cara nova”, afirmou Azevêdo.

Segundo ele, essas adaptações devem passar por um processo que chamou de “just in case”, ou seja, estar preparado para eventuais mudanças drásticas, eventos não controlados e que podem mudar as cadeias globais de valor. Assim, trabalhar para minimizar riscos de abastecimento tende a ganhar espaço dentro das empresas e com reflexos no comércio internacional.

O debate sobre a necessidade de autossuficiência das economias, que ganhou corpo com a pandemia, também teve espaço no debate e, na visão do diretor-geral da OMC, trata-se de uma preocupação válida neste momento. Mas não é sustentável a longo prazo pelos elevados custos e riscos. “Concentração da produção expõe o país a todos os riscos, concentrados em seu território”.

Cooperação é fundamental para superar crises globais

Dentro deste conceito, Feffer, da ICC Brasil, disse que a cooperação é fundamental para superar crises globais. “O comércio internacional é um fator-chave que gera maior prosperidade econômica e social aos países, maior competitividade para suas economias e mais empregos para seus cidadãos.”

Azevêdo também foi questionado sobre a importância do meio ambiente no desenvolvimento do comércio internacional. Para ele, essa é uma questão que veio “para ficar”, mas ressaltou que é preciso evitar que se torne motivo para se criar formas de protecionismos.

O presidente da CNI acrescentou que, com a crise atual gerada pela pandemia, os países tendem a ficar mais fechados e a proteger mais as suas empresas e empregos, o que traz a necessidade de um olhar mais atento para esse cenário.

“Isso tem impactado tanto as economias internas como o comércio internacional. O Brasil, como grande produtor de commodities, tem apresentado resultados nessa área”, afirmou Robson Braga de Andrade.

Pequenas e médias empresas são agentes de recuperação econômica

Neste contexto, todos presentes no debate ressaltaram a importância das pequenas e médias empresas no Brasil como importantes agentes de recuperação econômica e a necessidade de ganharem mais espaço no comércio internacional. Para o diretor-geral da OMC, no entanto, é fundamental que elas sejam capacitadas para essa realidade, sobretudo no comércio on-line, e que haja menor burocracia.

Azevêdo também afirmou que a disputa “China x Estados Unidos” é um eixo geopolítico e econômico que continuará ditando a política internacional a longo prazo, e que não haverá uma reforma ampla e rápida na OMC, como é de desejo de alguns países.

Ele está deixando a liderança da OMC em breve, depois de ficar por sete anos como diretor-geral, e fez uma avaliação do principal aprendizado que teve neste período: “ter absoluta consciência de que cooperação internacional não funciona se você não estiver disposto a entender a diversidade”. 

Fonte: Agência CNI de Notícias