Port of Suape. Photo: Rafael Medeiros/SUAPE (CC BY-SA 2.0)

The review of the trade balance for 2020, released last week by the Brazilian Foreign Trade Association (AEB), in Rio de Janeiro, foresees exports of US$ 192.721 billion, down 13.9% in relation to the US$ 223.989 billion in 2019; and imports of US$ 145.255 billion, down 18.1% compared to US$ 177.344 billion last year.

For the surplus, estimated at US$ 47.466 billion in 2020, there will be an increase of 1.7% compared to the US$ 46.674 billion in 2019. The data already reflect the effects of the new coronavirus pandemic, said the president of AEB, José Augusto de Castro.

The entity’s previous forecast, released on December 18 of last year, pointed to exports of US$ 217.341 billion, imports of US$ 191.211 billion and a surplus of US$ 26.130 billion.

“December was completely different, there was no pandemic. Exports would grow because the Gross Domestic Product, would also grow, but now this will no longer be the case. So, the December figure has nothing to do with reality,” said Castro.

According to the review carried out by AEB, the projected surplus has evolved in relation to the previous forecast because, with the drop in GDP in the domestic market, exports will have a very strong fall. This causes the surplus to grow, not because of the increase in exports, but because of the retraction in imports.

The AEB study points out that the trade surplus projected for Brazil in 2020 will be triple negative, as it will be obtained with a drop in exports of 13.9%, imports of 18.1%, and 15.4% in the trade chain, generating a reduction in economic activity.

The data projected for 2020 indicate that Brazil should occupy the 30th position in the world ranking of exports and 31st in imports, with the participation in global exports falling to close to 1%.

Source: Agência Brasil

Brasil: Coronavírus causará queda de 13,9% nas exportações, estima a AEB

A revisão da balança comercial para 2020, divulgada na última semana pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, prevê exportações de US$ 192,721 bilhões, queda de 13,9% em relação aos US$ 223,989 bi em 2019; e importações de US$ 145,255 bilhões, recuo de 18,1% em relação aos US$ 177,344 bi do ano passado. 

Para o superávit, estimado em US$ 47,466 bilhões em 2020, haverá aumento de 1,7% em comparação com os US$ 46,674 bilhões de 2019. Os números já refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, disse à Agência Brasil o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

A previsão anterior da entidade, divulgada em 18 de dezembro do ano passado, apontava para exportações de US$ 217,341 bi, importações de US$ 191,211 bi e superávit de US$ 26,130 bilhões. 

“Dezembro era completamente diferente, não tinha pandemia. As exportações cresceriam porque o Produto Interno Bruto [PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil], também cresceria, mas agora isso não vai mais acontecer. Então, o dado de dezembro não tem nada a ver com a realidade”, afirmou Castro.

Segundo a revisão feita pela AEB, o superávit projetado evoluiu em relação à previsão anterior porque, com a queda do PIB no mercado interno, as exportações terão uma queda muito forte. Isso faz com que cresça o superávit, não pelo aumento nas exportações, mas pela retração nas importações. 

O estudo da AEB salienta que o superávit comercial projetado para o Brasil em 2020 será triplamente negativo, pois será obtido com queda das exportações de 13,9%, das importações de 18,1%, e de 15,4% na corrente de comércio, com geração de redução da atividade econômica.

Os dados projetados para 2020 sinalizam que o Brasil deverá ocupar a 30ª posição no ranking mundial de exportação e 31ª de importação, com a participação nas exportações globais caindo para perto de 1%.

Fonte: Agência Brasil