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The director of Macroeconomic Studies and Policies of the Institute of Applied Economic Research (Ipea), José Ronaldo Souza Júnior, said last Thursday (3) that the growth of 7.7% of GDP in the third quarter of this year showed a recovery based strongly in demand for goods. According to José Ronaldo, it was also evident that the demand for services is still severely affected by the pandemic of the new coronavirus.

The GDP numbers were released by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). “GDP recovered much better in the third quarter than anyone imagined in previous forecasts. In fact, it is a very strong recovery, compared to what was previously predicted. This is a very positive point,” said the economist to Agência Brasil.

José Ronaldo stressed thtr5gbvat the revision of the historical series made by IBGE was also important, increasing investment, but said that this changed the basis of comparison with the projections made.

Income policies

GDP expansion depended heavily on the income policies adopted by the government to prevent a further collapse in the pandemic. The problem is that these policies cannot be continued because of the sustainability of public accounts. “And we are going to have to react to this change that will possibly come from income policy,” said José Ronaldo. For him, the very sustainability of public accounts must enable a more lasting institution.

The director of Ipea also highlighted the issue of the dynamics of the pandemic, which apparently comes with negative numbers in terms of the spread of covid-19. In that case, it remains to be seen how this will affect economic activity, said José Ronaldo.

He emphasized that the service sector is the most affected by the pandemic. “It was taking longer to recover and, with this increase in numbers, he is clearly the most affected and will become even more dependent on the virus and the speed of the vaccination process.”

Estimates

Regarding the GDP estimate for the year, José Ronaldo said that the projections made in September will be reviewed. “As the conjunctural data was already pointing, the third quarter came a little better than expected and, with that, at least, in principle, we would have a better GDP close than was projected. We tend to revise GDP for a drop of less than 5%.”

José Ronaldo Souza Júnior also analyzed the performance of the agricultural, industry and services sectors, which showed, respectively, a decrease of 0.5% in the third quarter of this year and a growth of 14.8% and 6.3%. “Agriculture is in a year of growth and the trend is upwards. It is the only sector that is expected to grow in the year. He did not suffer from the dynamics of the pandemic,” he said.

For the industry, the outlook is for a slowdown in the fourth quarter, “because there is no way to maintain a 14% growth. Obviously, it will slow down, but the growth of the industry continues to be better than [that of] 88industry is already at a level above the crisis, which did not happen with services”, added the economist .

In the accumulated result for this year, he said that industry and services should show a decrease because, on average for the year, they have already suffered a lot. From January to September, the industry fell by 5.1% and services by 5.3%, according to the IBGE. “We are still going to evaluate, but there should be no growth in the year, because the average was very impaired due to the very large drop in the first half”.

In the first six months of 2020, industry decreased 6.5% and services, 5.9%.

Source: Agência Brasil

Brasil: Resultado do PIB evidencia prejuízos da covid-19 ao setor de serviços

O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo Souza Júnior, disse na última quinta-feira (3) que o crescimento de 7,7% do PIB no terceiro trimestre deste ano mostrou recuperação baseada fortemente em demanda por bens. Segundo José Ronaldo, ficou evidenciado também que a demanda por serviços ainda está muito prejudicada pela pandemia do novo coronavírus.

Os números do PIB foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O PIB teve uma recuperação no terceiro trimestre muito melhor do que qualquer um imaginava em previsões anteriores. De fato, é uma recuperação bastante forte, comparativamente ao que se previa anteriormente. Este é um ponto bastante positivo”, disse o economista à Agência Brasil.

José Ronaldo ressaltou que foi importante também a revisão da série histórica feita pelo IBGE, aumentando o investimento, mas disse que isso alterou a base de comparação com as projeções feitas.

Políticas de renda

A expansão do PIB dependeu muito das políticas de renda adotadas pelo governo para evitar um colapso maior na pandemia. O problema é que essas políticas não podem ter continuidade por causa da sustentabilidade das contas públicas. “E a gente vai ter que reagir a essa mudança que possivelmente virá de política de renda”, afirmou José Ronaldo. Para ele, a própria sustentabilidade das contas públicas deve viabilizar uma instituição mais duradoura.

O diretor do Ipea destacou ainda a questão da própria dinâmica da pandemia que, aparentemente, vem aí com números negativos em termos da disseminação da covid-19. Nesse caso, resta saber como isso vai afetar a atividade econômica, disse José Ronaldo.

Ele enfatizou que o setor de serviços é o que mais sofre com a pandemia. “Já estava demorando mais a se recuperar e, com esse recrudescimento dos números, ele claramente é o mais prejudicado e vai ficar mais dependente ainda do vírus e da velocidade do processo de vacinação.”.

Estimativas

Sobre a estimativa do PIB para o ano, José Ronaldo disse que serão revistas as projeções feitas em setembro. “Como os dados conjunturais já estavam apontando, o terceiro trimestre veio um pouco melhor do que se previa e, com isso, a princípio, pelo menos, teríamos um fechamento do PIB melhor do que se estava projetando. A gente tende a revisar o PIB para uma queda menor do que 5%.”

José Ronaldo Souza Júnior analisou ainda o desempenho dos setores agropecuário, de indústria e serviços que mostraram, respectivamente, no terceiro trimestre deste ano, queda de 0,5% e crescimento de 14,8% e 6,3%. “Agropecuária está em um ano de crescimento e a tendência é de alta. É o único setor que deve crescer no ano. Não sofreu com a dinâmica da pandemia”, afirmou.

Para a indústria, a perspectiva é de desaceleração no quarto trimestre, “porque não tem como manter um crescimento de 14%. Obviamente, vai desacelerar, mas o crescimento da indústria continua a ser melhor do que [o de] serviços, particularmente na comparação interanual, porque a indústria já está em um nível acima da crise, o que não ocorreu com serviços”, acrescentou o economista.

No acumulado deste ano, ele disse que indústria e serviços devem mostrar queda porque, na média do ano, já foram muito prejudicados. De janeiro a setembro, a indústria sofreu retração de 5,1% e os serviços de 5,3%, de acordo com o IBGE. “A gente ainda vai avaliar, mas não deve haver crescimento do ano, porque a média ficou muito prejudicada devido à queda muito grande no primeiro semestre”.

Nos seis primeiros meses de 2020, a indústria recuou 6,5% e os serviços, 5,9%.

Fonte: Agência Brasil